terça-feira, 23 de abril de 2013

Dos erros

E nessa de "eu erro. tu erras. ele erra. nós erramos. e vc aí enchendo o saco de Deus e o mundo como se fizesse parte de um mundo a parte, sem erros, sem desajeitos, sem perdão." (Vitor Quintan), eu fui perdoando, perdoando, perdoando. E talvez nem tenha sido tão ruim devido aos meus sorrisos por aí. Mas é inevitável pensar, por vezes, que não deveria mais estar aqui, que tenho muitos motivos para ir embora, pra pegar outros caminhos.

Precisava escrever pra registrar pra mim mesma que não passarei por cima de mais nada que me machuque intensamente, não mais nessa história - é quase uma promessa. 

quarta-feira, 3 de abril de 2013

não quero terminar com você

O fato é que eu não quero terminar com ele. Tenho vários motivos pra isso, mas não quero. E sabe por quê? Porque o abraço dele me acalma tanto quanto faz meu coração espremer quando estamos brigados; porque é muito bom rir com ele, e quando ele morre de rir de mim; gosto de fazê-lo assistir novela abraçadinho comigo; gosto do jeito dele de querer falar comigo várias vezes ao dia, e ligar só pra dar "oi", e querer compartilhar as coisas mais simples; também gosto do meu querer e sentir à vontade para contar qualquer coisa. Ele me ouve, me aconselha; gosto de assistir séries com ele; de passar as madrugadas no sofá; gosto dele adorar minha família, minha casa, e a questão que ele faz de estar comigo e me levar para todos os cantos da sua vida: família, amigos; gosto do jeito prestativo dele, e quando ele me mima; gosto de saber que ele tem orgulho de ser meu namorado; gosto do modo que ele se arrepia com minhas mordidas, e fecha os olhos ao mínimo toque meu; gosto do seu jeito carinhoso, dos selinhos estalados que damos e e de conseguir sentir que ele gosta de verdade de mim. 

É tanto gostar que o querer terminar fica pequenininho. Mas não posso ficar aceitando tudo em prol das coisas que gosto nele, em prol de gostar dele um tantão - mesmo. Ele erra. Todo mundo erra. Mas ele não me passa confiança, tem sempre suas meias verdades na carteira, e isso me aborrece muito. Eu queria acreditar nele, não precisar questionar as coisas que ele diz, mas quando estou quase lá, ele escorrega de novo, e leva pedaços do meu coração. Acho que tem um bocado de ilusão da minha parte nessa história, porque eu teimo em acreditar que ele vai aprender, vai mudar, crescer e parar de ter medo de mim - sou braba, né. Mas já nem adianta ele me prometer que não vai me esconder nada, porque nem com muito esforço eu acredito.


Eu erro também. Errei bastante nos últimos tempos. Também fiz uso de mentiras, e o magoei com outras histórias. Ele não gostou nada, brigou muito comigo, e ainda está brigando, na verdade. Mas já disse que quer passar por cima, quer continuar. E claro que o perdão dele me amolece, me mostra certas coisas, mas eu já o perdoei outras vezes... e o maior problema nem é esse, porque desculpar vai ser muito difícil, não nego, mas como posso voltar a confiar? Ele alega que agora também terá essa dificuldade comigo, mas eu já tenho há tanto tempo. E eu posso responder por mim, e não por ele.


O pior é que já estive aqui, nesse mesmo caminho. Optei por jogar tudo pro alto, e perdi quilos, sorrisos, noites de sono. Eu sei que passa, sempre passa, mas o que eu faço até lá? Eu sou tão feliz com ele, e queria continuar. Mas não é 100% pelo medo, pela ausência de confiança. Eu sei e reconheço que ele mudou muito de um namoro pro outro, mas não foi suficiente, e eu não quero esperar, dando a cara à tapa, ele aprender. É quase como se, se eu aceitasse ficar com ele, aceitasse também que ele vai sempre esconder algo, mesmo que pequeno, para evitar atritos. Só que eu não quero aceitar isso, e não quero ficar sem ele, e não posso acreditar também. E não tem ninguém para decidir minha vida por mim - o que não é legal.


É que eu sinto sinceridade com aqueles olhos lacrimejando, enquanto ele diz que quer ficar comigo, que vale a pena nos darmos mais uma chance, que imagina a vida dele ao meu lado. E fico me perguntando se seria certo virar as costas pra alguém que eu gosto tanto. Uma parte de mim pensa que a vida é curta, e que eu tenho que arriscar, e se não der certo, que lá na frente eu encare minhas escolhas; mas a outra parte, sabe que não dará certo, e quer se preservar, não quer ser mais feita de boba. Uma amiga minha disse que eu me cobro demais, e é verdade.


O pior é que eu sei que quando estivermos frente à frente, eu não vou conseguir terminar, e acabarei voltando aqui pra contar sobre outra desilusão. ://

quinta-feira, 28 de março de 2013

me dói


Já não consigo lembrar se um dia fui tão boba assim; se já mascarei uma quase certeza com medo que se tornasse certeza. Quero a verdade, sei disso, mas tenho quase pânico dela, falta de ar. Invento outras alternativas, enquanto o coração dói na espera da revelação. Revelação que pode nem ser sincera. E esse não-saber me machuca tanto quanto o pavor de sabê-lo. 

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Cadê o caminho?

Aquele momento que não sei o que fazer. E que nem quero desabafar com alguém, pedir conselhos.. fazer com que ouçam mais reclamações do mesmo. Porque as situações mudam, mas os erros não.

Vou culpar quem? Ele? A mim mesma? Talvez os dois. Porque, no fundo, eu sempre acredito, mesmo quando digo que não. E, embora traga aprendizado e aquela sensação de tentativa blabla, eu detesto me arrepender. Não gosto de saber que era pra ter parado enquanto dava.

Agora eu já não sei se dá pra parar, se tenho que continuar.. já que estou aqui mesmo. Só que eu posso me machucar muito mais. E ficar dando a cara à tapa não está fácil.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Sinto que tenho mais coisas para fazer do que consigo. E não me mexo.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Tudo para o ar!

Achei que precisava respirar. Enlouqueci com cobrança de dois lados. Talvez estivesse na hora de ficar sozinha um pouco, estar comigo mesma. Conservei os fios, mas sobrou-me o medo.

Não estou feliz.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Mesmo quando existe um outro alguém

mesmo quando isso não convém 

Meu coração contradiz o que penso/pensava de mim, e eu fico perdida.
Verdade é que nunca fui boa em tomar decisões, ainda mais quando envolve pessoas, quando envolve saber o que eu sinto. Como faz pra saber?

O ex errou muito e isso ainda me machuca, mas eu gosto dele. E ainda está aqui, tentando uma chance de voltar, pedindo sempre desculpa, demonstrando que sou importante pra ele. Acabo não conseguindo me desligar, não querendo. E vamos assim, nos falando, nos vendo, aumentando o gostar, confundindo o coração.

E da mesma forma sigo assim, com o talvez-peguete, que virou um belo de um companheiro. Alguém que sinto mais confiança e consigo imaginar um futuro bonito, mais seguro. Sinto falta, gosto de estar perto, quero só pra mim.

O ex sabe que saí com ele, e aceitou, mesmo morrendo de ciúme. Isso me fez ver que o que ele sente por mim é grande. Mas ele é muito possessivo. Está mais agora. Liga 21 vezes, me pede mil explicações, mesmo que estejamos solteiros. Reclama quando saio e não o chamo.

O Baby é mais paciente, sabe de tudo, e diz que vai me esperar. Mas é justo?
Eu não quero magoar ninguém, nem o ex que já me magoou tanto.
Só que não consigo me decidir, e não quero tomar uma decisão por tomar.

Já pedi sinal, já joguei tarot online e nada. Parece que cada vez fica mais difícil.