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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Mesmo quando existe um outro alguém

mesmo quando isso não convém 

Meu coração contradiz o que penso/pensava de mim, e eu fico perdida.
Verdade é que nunca fui boa em tomar decisões, ainda mais quando envolve pessoas, quando envolve saber o que eu sinto. Como faz pra saber?

O ex errou muito e isso ainda me machuca, mas eu gosto dele. E ainda está aqui, tentando uma chance de voltar, pedindo sempre desculpa, demonstrando que sou importante pra ele. Acabo não conseguindo me desligar, não querendo. E vamos assim, nos falando, nos vendo, aumentando o gostar, confundindo o coração.

E da mesma forma sigo assim, com o talvez-peguete, que virou um belo de um companheiro. Alguém que sinto mais confiança e consigo imaginar um futuro bonito, mais seguro. Sinto falta, gosto de estar perto, quero só pra mim.

O ex sabe que saí com ele, e aceitou, mesmo morrendo de ciúme. Isso me fez ver que o que ele sente por mim é grande. Mas ele é muito possessivo. Está mais agora. Liga 21 vezes, me pede mil explicações, mesmo que estejamos solteiros. Reclama quando saio e não o chamo.

O Baby é mais paciente, sabe de tudo, e diz que vai me esperar. Mas é justo?
Eu não quero magoar ninguém, nem o ex que já me magoou tanto.
Só que não consigo me decidir, e não quero tomar uma decisão por tomar.

Já pedi sinal, já joguei tarot online e nada. Parece que cada vez fica mais difícil.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Não é fácil

É difícil dar "adeus" a um amor. 
Fácil é dizer que o outro é fraco, que aceita tudo, que não se decide, que gosta de se prender no que não dá certo; mas quando são nossas noites chorando, nossa falta de fome, nossa dor no coração, nosso desânimo, a coisa é outra.

É estranho te dizer tanto "não", querer que você não me procure mais, dizer isso, e sofrer quando acho que vai acontecer. Mas você volta, e eu sou toda confusão.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Pra ser sincera

Verdade é que você apareceu no melhor momento, pra distrair meu coração pesado.
Me trouxe abraços, palavras, beijos, arrepios, distância e insegurança.

É difícil te ler, moço, e olha que eu tento... eu tento mesmo, e me confundo.
Não adianta, tenho coisas de capricorniana em mim. Eu penso, penso, penso.
Talvez fosse mais fácil só viver, mas e depois? Esse depois...

Eu tenho medo de sofrer mais uma vez, confesso.
E já morro de ciúme. Da sua viagem, da internet, do seu passado.
Não sei se você aguentaria minha histeria, minha posse.
E nem sei o que sinto.

Acreditar em você não é fácil, embora seus olhos fechados confirmem suas palavras.
E os quilômetros? E a gaiola à minha volta? E junho?

E, no fundo, no fundo, eu sei que te direi "sim".