É bom e útil relembrar cenas que já aconteceram com a gente, mesmo que há muito tempo atrás; dá para avaliar o quanto, muitas vezes, cometemos erros tolos e exageramos em certas situações que, no momento, não parecem, mas depois vemos que são irrelevantes. E eu sempre fui muito boa em exagerar, em achar que os erros alheios eram enormes e mereciam, sim, meu escândalo e minha revolta, tendo, o "culpado", que ouvir, sim, tudo de ruim que eu tinha para dizer.
Talvez por andar com tanto tempo livre para reflexão e por já ter notado que certos comportamentos me levam sempre para o mesmo lugar - não só por culpa minha - estou tentando, de coração, mudar muitas coisas em mim.
Eu acredito mesmo que qualquer pessoa pode mudar, mas não sem dor. Mudança de comportamento é caminho longo, cansativo, porque, às vezes, temos características tão enraizadas, que já agimos no automático.
Só que eu decidi e ACREDITO que 2014 será o meu ano. E, entre outras coisas, o que eu quero é isso: mudar.
Quero perder meu ciúme que, muitas vezes, é quase doentio: eu já melhorei muito nessas minhas terapias internas de mudança, mas ainda há muito o que fazer; quero deixar de fazer tempestade por coisas bobas e parar de crucificar tanto as pessoas quando elas erram comigo; quero perdoar com mais facilidade e perder um pouco do orgulho. Quero, um dia, conseguir ser a pessoa que vai atrás do outro depois de uma briga, porque, pra mim, isso é quase sacríficio! Mas não quero mais que seja assim, porque eu sei bem, por experiência própria, que o outro lado, certo ou errado, também cansa de ir sempre atrás - tudo que é sempre, cansa - e quero ser mais paciente, principalmente dentro de casa.
São muitas mudanças, eu sei, mas sei, também, que sou capaz e que querer já é muito. Eu vou precisar de calma e sabedoria, e compreensão pra me aceitar quando eu falhar. Eu estou buscando ajuda espiritual, tenho conversado muito com Deus e pedido bastante ajuda pra ser a pessoa melhor que eu quero ser, e estou sentindo energias positivas, estou sentindo segurança. amém.
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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
madrugadas
Eu sou uma pessoa noturna, sempre que posso, claro.
E agora estou de férias.
Mas as madrugadas são traiçoeiras.
Eu levanto e sento na cama, enquanto assisto TV, umas vinte vezes.
Tenho crises de empolgação e danço no quarto. E choro também.
Jogo algum joguinho no celular.
Entro no facebook.
Bebo bastante água.
E penso, penso, penso. No estágio que não aparece de jeito nenhum - É O ÚLTIMO ANO DA FACULDADE, FUDEU, VOU MORRER, NUNCA VOU ARRUMAR EMPREGO NA MINHA ÁREA; Na vontade de voltar a ficar com certo carinha que tem tudo a ver comigo; Em quanto não adianta eu tentar, eu não consigo ir atrás dos caras, ter iniciativa de mandar um whatsapp que seja, mesmo que eles estejam, também, atrás de mim - MAS EU TENHO QUE MUDAR! DA PRÓXIMA VEZ VOU FAZER DIFERENTE; No meu desânimo com a faculdade e nos professores malas que já sei que pegarei, novamente, no próximo semestre; Que quero comprar roupas, mas preciso da companhia da minha mãe, e estou brigada com ela, e não sou naaada independente; Na decisão errada, mas honesta comigo mesma, de abandonar o inglês - NÃO TEM HIPÓTESE ALGUMA DE EU CONSEGUIR ESTUDAR MAIS QUASE TRÊS ANOS DE INGLÊS. ODEIO. ODEIO. NÃO AGUENTO MAIS AQUELE CURSO, NÃO ENTURMEI MUITO COM A TURMA E MINHA ÚNICA COLEGA VAI SAIR. E, PQP, INGLÊS É TÃO IMPORTANTE PARA MINHA ÁREA, QUE RAIVA :/; No curso de espanhol que vou começar no fim do mês, e no medo enorme de detestar tanto quanto o inglês; E de novo no tanto de currículos que mando todos os dias sem retorno - O QUE EU VOU FAZER QUANDO A FACULDADE ACABAR; Sorrio lembrando de um carinha divertido, safado e doido por mim, que eu ficava; Me masturbo; Imagino cenas que sei que não acontecerão.
Depois me proponho a dormir. Deito, rezo e me esforço pra conseguir dormir.
Mas a reza de ontem foi estranha, foi maravilhosa. Me senti tocada de verdade, como pouquíssimas vezes na vida. Fazendo um habitual pedido, senti uma força dentro do peito difícil de explicar. Foi quase uma certeza de que iria ser ouvida e atendida. E eu tenho pedido mesmo mais fé. Porque ando lendo um pouco a bíblia, e li várias passagens falando da falta de fé que faz as pessoas não alcançarem seus objetivos. E seja isso uma variante do "segredo" ou não, eu quero ter mais fé.
Reli agora o post e constatei que ele não faz sentido algum. E são 04:16.
E agora estou de férias.
Mas as madrugadas são traiçoeiras.
Eu levanto e sento na cama, enquanto assisto TV, umas vinte vezes.
Tenho crises de empolgação e danço no quarto. E choro também.
Jogo algum joguinho no celular.
Entro no facebook.
Bebo bastante água.
E penso, penso, penso. No estágio que não aparece de jeito nenhum - É O ÚLTIMO ANO DA FACULDADE, FUDEU, VOU MORRER, NUNCA VOU ARRUMAR EMPREGO NA MINHA ÁREA; Na vontade de voltar a ficar com certo carinha que tem tudo a ver comigo; Em quanto não adianta eu tentar, eu não consigo ir atrás dos caras, ter iniciativa de mandar um whatsapp que seja, mesmo que eles estejam, também, atrás de mim - MAS EU TENHO QUE MUDAR! DA PRÓXIMA VEZ VOU FAZER DIFERENTE; No meu desânimo com a faculdade e nos professores malas que já sei que pegarei, novamente, no próximo semestre; Que quero comprar roupas, mas preciso da companhia da minha mãe, e estou brigada com ela, e não sou naaada independente; Na decisão errada, mas honesta comigo mesma, de abandonar o inglês - NÃO TEM HIPÓTESE ALGUMA DE EU CONSEGUIR ESTUDAR MAIS QUASE TRÊS ANOS DE INGLÊS. ODEIO. ODEIO. NÃO AGUENTO MAIS AQUELE CURSO, NÃO ENTURMEI MUITO COM A TURMA E MINHA ÚNICA COLEGA VAI SAIR. E, PQP, INGLÊS É TÃO IMPORTANTE PARA MINHA ÁREA, QUE RAIVA :/; No curso de espanhol que vou começar no fim do mês, e no medo enorme de detestar tanto quanto o inglês; E de novo no tanto de currículos que mando todos os dias sem retorno - O QUE EU VOU FAZER QUANDO A FACULDADE ACABAR; Sorrio lembrando de um carinha divertido, safado e doido por mim, que eu ficava; Me masturbo; Imagino cenas que sei que não acontecerão.
Depois me proponho a dormir. Deito, rezo e me esforço pra conseguir dormir.
Mas a reza de ontem foi estranha, foi maravilhosa. Me senti tocada de verdade, como pouquíssimas vezes na vida. Fazendo um habitual pedido, senti uma força dentro do peito difícil de explicar. Foi quase uma certeza de que iria ser ouvida e atendida. E eu tenho pedido mesmo mais fé. Porque ando lendo um pouco a bíblia, e li várias passagens falando da falta de fé que faz as pessoas não alcançarem seus objetivos. E seja isso uma variante do "segredo" ou não, eu quero ter mais fé.
Reli agora o post e constatei que ele não faz sentido algum. E são 04:16.
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segunda-feira, 28 de outubro de 2013
Novas descobertas
Estou descobrindo, incrivelmente só agora, nessa minha nova fase de solteira o quanto as pessoas exageram/mentem sobre o que sentem ou então o quanto os quereres são volúveis.
O bom é que essa nova descoberta está me deixando mais esperta.
O bom é que essa nova descoberta está me deixando mais esperta.
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terça-feira, 2 de outubro de 2012
Não é fácil
É difícil dar "adeus" a um amor.
Fácil é dizer que o outro é fraco, que aceita tudo, que não se decide, que gosta de se prender no que não dá certo; mas quando são nossas noites chorando, nossa falta de fome, nossa dor no coração, nosso desânimo, a coisa é outra.
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
meias verdades
E mais uma vez você mentiu pra mim. E mais uma vez disse que foi por medo, de brigarmos, de me perder.
Olha, eu conheço bem o meu gênio, sei que às vezes implico demais, exagero, perco a cabeça, mas desde a sua primeira mentira que disse que isso, eu não tolero - embora tenha tolerado. Sempre vale mais brigar do que mentir.
E você diz que eu estou certa, diz que entende, que vai mudar.. e nada. E tudo tão... bobeira. Coisa para briguinha sem importância, que acaba virando um caso grande.
E eu vou cansando... só que gosto de você, gosto mesmo. E sinto que você gosta mesmo de mim; hoje em dia não duvido disso. Mas quero um namoro baseado em confiança, não quero enlouquecer, como sempre.
Foi difícil conviver com a madrugada com gosto de término; doeu, e acordou doendo também.
O dia se arrastou hoje. Me afastei de todos. Só soube conversar sobre você. Não me fazia bem agir como se estivesse feliz, sabe.
Confesso que sua ligação me fez bem, apesar de tudo. Porque você sempre me disse que não faz o tipo que liga depois de um rompimento, e eu fiquei sem saber o que esperar. Uma coisa eu sabia e sei: não vou procurar!
É que eu tenho medo de você nunca mudar, de continuar mentindo/omitindo as coisas pra mim. Só que, no fundo, há aquela esperança de coração apaixonado, que diz que você vai aprender com o tempo, vai ser homem para assumir as coisas que faz, para me falar o que for, mesmo sabendo que não irei gostar.
Sabe o que também dói muito? Saber que eu sempre fui honesta com você. Sempre contei tudo, mesmo já preparada para ouvir suas reclamações. Acho, mesmo assim, tão mais fácil ser sincero.
E agora é isso que fica na minha cabeça: Você vai mudar ou não?
Só que eu não tenho como ter certeza de nada... é só apostar.. só que já apostei e não deu certo algumas vezes. Tenho receito. E ao mesmo tempo, sei que será difícil optar por não voltar. E eu me perguntarei se não teria valido a pena dar outra chance. Mas chance pra quem? Pra mim? Pra você? Pra nós? Com o quê eu estou me importando, afinal?
Eu não gosto fácil, não me apaixono o tempo todo. E também isso me amedronta em te perder de vez. Porque gostei de ti, e não sei quando gostarei de alguém de novo.
Olha, eu conheço bem o meu gênio, sei que às vezes implico demais, exagero, perco a cabeça, mas desde a sua primeira mentira que disse que isso, eu não tolero - embora tenha tolerado. Sempre vale mais brigar do que mentir.
E você diz que eu estou certa, diz que entende, que vai mudar.. e nada. E tudo tão... bobeira. Coisa para briguinha sem importância, que acaba virando um caso grande.
E eu vou cansando... só que gosto de você, gosto mesmo. E sinto que você gosta mesmo de mim; hoje em dia não duvido disso. Mas quero um namoro baseado em confiança, não quero enlouquecer, como sempre.
Foi difícil conviver com a madrugada com gosto de término; doeu, e acordou doendo também.
O dia se arrastou hoje. Me afastei de todos. Só soube conversar sobre você. Não me fazia bem agir como se estivesse feliz, sabe.
Confesso que sua ligação me fez bem, apesar de tudo. Porque você sempre me disse que não faz o tipo que liga depois de um rompimento, e eu fiquei sem saber o que esperar. Uma coisa eu sabia e sei: não vou procurar!
É que eu tenho medo de você nunca mudar, de continuar mentindo/omitindo as coisas pra mim. Só que, no fundo, há aquela esperança de coração apaixonado, que diz que você vai aprender com o tempo, vai ser homem para assumir as coisas que faz, para me falar o que for, mesmo sabendo que não irei gostar.
Sabe o que também dói muito? Saber que eu sempre fui honesta com você. Sempre contei tudo, mesmo já preparada para ouvir suas reclamações. Acho, mesmo assim, tão mais fácil ser sincero.
E agora é isso que fica na minha cabeça: Você vai mudar ou não?
Só que eu não tenho como ter certeza de nada... é só apostar.. só que já apostei e não deu certo algumas vezes. Tenho receito. E ao mesmo tempo, sei que será difícil optar por não voltar. E eu me perguntarei se não teria valido a pena dar outra chance. Mas chance pra quem? Pra mim? Pra você? Pra nós? Com o quê eu estou me importando, afinal?
Eu não gosto fácil, não me apaixono o tempo todo. E também isso me amedronta em te perder de vez. Porque gostei de ti, e não sei quando gostarei de alguém de novo.
'Tenho andado distraído, impaciente e indeciso ♪
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Pra ser sincera
Verdade é que você apareceu no melhor momento, pra distrair meu coração pesado.
Me trouxe abraços, palavras, beijos, arrepios, distância e insegurança.
É difícil te ler, moço, e olha que eu tento... eu tento mesmo, e me confundo.
Não adianta, tenho coisas de capricorniana em mim. Eu penso, penso, penso.
Talvez fosse mais fácil só viver, mas e depois? Esse depois...
Eu tenho medo de sofrer mais uma vez, confesso.
E já morro de ciúme. Da sua viagem, da internet, do seu passado.
Não sei se você aguentaria minha histeria, minha posse.
E nem sei o que sinto.
Acreditar em você não é fácil, embora seus olhos fechados confirmem suas palavras.
E os quilômetros? E a gaiola à minha volta? E junho?
E, no fundo, no fundo, eu sei que te direi "sim".
Me trouxe abraços, palavras, beijos, arrepios, distância e insegurança.
É difícil te ler, moço, e olha que eu tento... eu tento mesmo, e me confundo.
Não adianta, tenho coisas de capricorniana em mim. Eu penso, penso, penso.
Talvez fosse mais fácil só viver, mas e depois? Esse depois...
Eu tenho medo de sofrer mais uma vez, confesso.
E já morro de ciúme. Da sua viagem, da internet, do seu passado.
Não sei se você aguentaria minha histeria, minha posse.
E nem sei o que sinto.
Acreditar em você não é fácil, embora seus olhos fechados confirmem suas palavras.
E os quilômetros? E a gaiola à minha volta? E junho?
E, no fundo, no fundo, eu sei que te direi "sim".
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
É difícil, vô
Difícil ter visto você tão animado saindo de casa, pensando, como todos nós, que só tiraria uma pedra do intestino;
Difícil lembrar da felicidade em saber que a cirurgia havia sido um sucesso;
Difícil lembrar que você já estava comendo de tudo, no hospital;
Difícil, vô, lembrar de você empolgado, dizendo que logo voltaria pra casa, rindo, fazendo suas palhaçadas e se emocionando, ao saber que tínhamos atravessado a ponte de ônibus, só pra te ver;
Difícil - muito difícil - lembrar do seu silêncio imposto, na UTI. Porque você estava ali, vô, mas não estava;
Difícil lembrar do médico falando que seu quadro era complicado, que você não estava reagindo. Porra, você estava tão bem antes!!
Difícil saber que, depois de tudo ter dado certo, uma infecção hospitalar te deixou naquele estado;
Difícil ter me sentindo tão impotente;
Difícil ter tido tanta, tanta fé, ter acreditado com toda força da alma, que você ficaria bom;
Difícil dar força, dizer que estás em um lugar melhor, sem ter certeza de nada, afinal;
Difícil olhar pra minha avó, ver sua tristeza, e ter tanto medo que ela não aguente;
Difícil esse arrastar dos dias;
Difícil saber que, ao acordar, não terei você pra dar 'Bom dia' - e ouvir muitas vezes um 'Boa tarde' seu;
Difícil saber que você não participará da minha formatura, não entrará comigo na igreja, como eu queria;
Difícil saber que não vai durar 114 anos;
Difícil lembrar da sua vontade de viver, da sua vontade de voltar pra casa, vô
Difícil ver minha família assim, incompleta, arrasada;
E há tanto o que resolver, mas falta força para agilizar soluções de um futuro sem você, porque é como tornar real que não voltará mais;
E dói, dói uma dor que eu não sabia, não queria
Difícil não questionar. E eu nem quero mais, porque não adianta, não muda nada. É melhor compreender, aceitar de uma vez, mas é difícil.
Eu não sei direito o que pedir aos céus. Quero pedir por ele, mas não sei.
Difícil lembrar da felicidade em saber que a cirurgia havia sido um sucesso;
Difícil lembrar que você já estava comendo de tudo, no hospital;
Difícil, vô, lembrar de você empolgado, dizendo que logo voltaria pra casa, rindo, fazendo suas palhaçadas e se emocionando, ao saber que tínhamos atravessado a ponte de ônibus, só pra te ver;
Difícil - muito difícil - lembrar do seu silêncio imposto, na UTI. Porque você estava ali, vô, mas não estava;
Difícil lembrar do médico falando que seu quadro era complicado, que você não estava reagindo. Porra, você estava tão bem antes!!
Difícil saber que, depois de tudo ter dado certo, uma infecção hospitalar te deixou naquele estado;
Difícil ter me sentindo tão impotente;
Difícil ter tido tanta, tanta fé, ter acreditado com toda força da alma, que você ficaria bom;
Difícil dar força, dizer que estás em um lugar melhor, sem ter certeza de nada, afinal;
Difícil olhar pra minha avó, ver sua tristeza, e ter tanto medo que ela não aguente;
Difícil esse arrastar dos dias;
Difícil saber que, ao acordar, não terei você pra dar 'Bom dia' - e ouvir muitas vezes um 'Boa tarde' seu;
Difícil saber que você não participará da minha formatura, não entrará comigo na igreja, como eu queria;
Difícil saber que não vai durar 114 anos;
Difícil lembrar da sua vontade de viver, da sua vontade de voltar pra casa, vô
Difícil ver minha família assim, incompleta, arrasada;
E há tanto o que resolver, mas falta força para agilizar soluções de um futuro sem você, porque é como tornar real que não voltará mais;
E dói, dói uma dor que eu não sabia, não queria
Difícil não questionar. E eu nem quero mais, porque não adianta, não muda nada. É melhor compreender, aceitar de uma vez, mas é difícil.
Eu não sei direito o que pedir aos céus. Quero pedir por ele, mas não sei.
domingo, 9 de outubro de 2011
saída
São ciclos. A vida é feita de ciclos. Ou essa história da montanha-russa. Sei que é bem isso: bem, mal, muito bem, muito mal. E há até mesmo épocas que tanto faz, nem mal, nem bem.
O que importa é que encontramos a saída, e a melhor: o amor. E, no momento, existe risada, e abraços, e dança na cozinha, e palavras carinhosas. Outras coisas acontecem, mas não posso reclamar.
O que importa é que encontramos a saída, e a melhor: o amor. E, no momento, existe risada, e abraços, e dança na cozinha, e palavras carinhosas. Outras coisas acontecem, mas não posso reclamar.
sábado, 30 de julho de 2011
labirinto
E, depois de 27 anos de casamento – dois sem falar com o marido –, ela se perguntava como ele podia estar tão frio, aparentar tanta leveza, seguir a vida do mesmo jeito de sempre. É que ela, esse tempo todo, tinha o coração quebrado em vários pedaços e muitas lágrimas soltas e presas. Falava com os filhos, a mãe, a irmã, os sogros. Com ele, silêncio. Aliás, quase ninguém conseguia conversar com ele, não havia liberdade. Era certo que também não estava feliz, era perceptível, mesmo que pouco, a triteza atrás da armadura.
Tudo estava cinza. A casa não era como antes. E, mesmo quando cheia, com sorrisos e visitas queridas, havia os passos do casamento desolado.
Ele sempre fora orgulhoso, ciumento, quieto. Ela sempre coração e palavras. Mas a gente cansa, a gente sempre cansa, e acaba ficando orgulhosa também. Ninguém quer ser sempre o bobo da história. Mas o que fazer, então? Se nada é dito, como resolver? Ninguém pode obrigar alguém a falar, mas se esse também não quer, a solução voa.
É impossível sair de um casamento ileso; é quase impossível, na verdade, sair de um casamento. Requer muita coragem, confiança em si mesmo. Isso sem contar nas coisas "práticas", como dinheiro, moradia, filhos.
Acontece que o tempo passa, e mágoa corrói até os sentimentos mais puros. E é bem isso que está acontecendo: o tempo, a mágoa.
Se ele desse alguma abertura, se fosse mais de falar, se conseguisse contar seus sentimentos.
Ela tem razão em não querer ir atrás dele, mas se depender dele, dificilmente, as letras serão soltas, o que – mais uma vez- fazer, então? Sinceramente, não sei.
Ela é a minha mãe. Ele é o meu pai. Eu sou alguém perdida e triste nessa história toda.
Tudo estava cinza. A casa não era como antes. E, mesmo quando cheia, com sorrisos e visitas queridas, havia os passos do casamento desolado.
Ele sempre fora orgulhoso, ciumento, quieto. Ela sempre coração e palavras. Mas a gente cansa, a gente sempre cansa, e acaba ficando orgulhosa também. Ninguém quer ser sempre o bobo da história. Mas o que fazer, então? Se nada é dito, como resolver? Ninguém pode obrigar alguém a falar, mas se esse também não quer, a solução voa.
É impossível sair de um casamento ileso; é quase impossível, na verdade, sair de um casamento. Requer muita coragem, confiança em si mesmo. Isso sem contar nas coisas "práticas", como dinheiro, moradia, filhos.
Acontece que o tempo passa, e mágoa corrói até os sentimentos mais puros. E é bem isso que está acontecendo: o tempo, a mágoa.
Se ele desse alguma abertura, se fosse mais de falar, se conseguisse contar seus sentimentos.
Ela tem razão em não querer ir atrás dele, mas se depender dele, dificilmente, as letras serão soltas, o que – mais uma vez- fazer, então? Sinceramente, não sei.
Ela é a minha mãe. Ele é o meu pai. Eu sou alguém perdida e triste nessa história toda.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Início
O título poderia ser "Fim" , porque seria verdade, mas achei melhor este, pois também é início.
Não poderia passar sem comentar sobre 2010. O ano, para mim, só terminou agora, já que obtive as respostas de tudo que batalhei durante o ano, recentemente.
Foi, sem dúvida, um dos piores anos da minha vida, mas, com certeza, um dos mais gratificantes; Me privei de muita coisa, passei quase o ano todo estressada, confusa.
Mas amadureci uns 4 anos em um. Aprendi que não tem jeito, o que eu quiser, tenho que batalhar pra ter e ponto.
Tudo porque, depois de três anos parada, resolvi fazer pré-vestibular. Não foi uma decisão fácil como pode até parecer. Escrevi sobre isso aqui algumas vezes, mas não diretamente.
O que pesou mesmo foi o sempre medo da frustração, medo de me dedicar e não conseguir, sabe.
Ainda por cima, todos ao meu redor começaram a acreditar em mim, então eu frustraria também outras pessoas, além de mim.
Sei que eu me dediquei, estudei como nunca fiz em toda a minha vida. E, graças a Deus, há alguns dias, descobri que passeeeei.
E tudo valeu à pena, as saídas canceladas, os sábados de aula...
Passei para duas universidades públicas.
E sou, prazer, a mais nova estudante de Relações Públicas.
Não poderia passar sem comentar sobre 2010. O ano, para mim, só terminou agora, já que obtive as respostas de tudo que batalhei durante o ano, recentemente.
Foi, sem dúvida, um dos piores anos da minha vida, mas, com certeza, um dos mais gratificantes; Me privei de muita coisa, passei quase o ano todo estressada, confusa.
Mas amadureci uns 4 anos em um. Aprendi que não tem jeito, o que eu quiser, tenho que batalhar pra ter e ponto.
Tudo porque, depois de três anos parada, resolvi fazer pré-vestibular. Não foi uma decisão fácil como pode até parecer. Escrevi sobre isso aqui algumas vezes, mas não diretamente.
O que pesou mesmo foi o sempre medo da frustração, medo de me dedicar e não conseguir, sabe.
Ainda por cima, todos ao meu redor começaram a acreditar em mim, então eu frustraria também outras pessoas, além de mim.
Sei que eu me dediquei, estudei como nunca fiz em toda a minha vida. E, graças a Deus, há alguns dias, descobri que passeeeei.
E tudo valeu à pena, as saídas canceladas, os sábados de aula...
Passei para duas universidades públicas.
E sou, prazer, a mais nova estudante de Relações Públicas.
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