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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Metamorfose

É bom e útil relembrar cenas que já aconteceram com a gente, mesmo que há muito tempo atrás; dá para avaliar o quanto, muitas vezes, cometemos erros tolos e exageramos em certas situações que, no momento, não parecem, mas depois vemos que são irrelevantes. E eu sempre fui muito boa em exagerar, em achar que os erros alheios eram enormes e mereciam, sim, meu escândalo e minha revolta, tendo, o "culpado", que ouvir, sim, tudo de ruim que eu tinha para dizer.

Talvez por andar com tanto tempo livre para reflexão e por já ter notado que certos comportamentos me levam sempre para o mesmo lugar - não só por culpa minha - estou tentando, de coração, mudar muitas coisas em mim. 
Eu acredito mesmo que qualquer pessoa pode mudar, mas não sem dor. Mudança de comportamento é caminho longo, cansativo, porque, às vezes, temos características tão enraizadas, que já agimos no automático.

Só que eu decidi e ACREDITO que 2014 será o meu ano. E, entre outras coisas, o que eu quero é isso: mudar.
Quero perder meu ciúme que, muitas vezes, é quase doentio: eu já melhorei muito nessas minhas terapias internas de mudança, mas ainda há muito o que fazer; quero deixar de fazer tempestade por coisas bobas e parar de crucificar tanto as pessoas quando elas erram comigo; quero perdoar com mais facilidade e perder um pouco do orgulho. Quero, um dia, conseguir ser a pessoa que vai atrás do outro depois de uma briga, porque, pra mim, isso é quase sacríficio! Mas não quero mais que seja assim, porque eu sei bem, por experiência própria, que o outro lado, certo ou errado, também cansa de ir sempre atrás - tudo que é sempre, cansa - e quero ser mais paciente, principalmente dentro de casa.

São muitas mudanças, eu sei, mas sei, também, que sou capaz e que querer já é muito. Eu vou precisar de calma e sabedoria, e compreensão pra me aceitar quando eu falhar. Eu estou buscando ajuda espiritual, tenho conversado muito com Deus e pedido bastante ajuda pra ser a pessoa melhor que eu quero ser, e estou sentindo energias positivas, estou sentindo segurança. amém.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Eu tenho fé. Enquanto alguns desesperam, outros falam das poucas chances, eu tenho fé. Também tenho medo às vezes, choro sozinha, mas é outra coisa. Pode parecer bobeira, inocência, mas eu acredito.

Sei que ele vai voltar a ser estressado, falar besteira, contar suas histórias infinitas, ocupar seu lugar na mesa, no sofá, na cama - o lugar no coração de todos ele terá sempre!

Ele tem 87 anos, e me prometeu fazer ainda 114.