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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

O resto é mar, é tudo que eu não sei contar ♪

Ta aí, eu não sou puro romance. Ou não sei ser romântica.

Vários namorados, rolos e afins já reclamaram da falta de mensagens, ligações, palavras bonitas.

E, como de se esperar, o meu princeso reclamou, disse que não falo muitos dos meus sentimentos, não falo coisinhas fofas. Ele também não fala muito, é verdade, e eu retruquei isso. Acho que estávamos acostumados com pares que faziam isso pela gente. Aí no nosso relacionamento fica essa lacuna.


Confesso que não ligo muito. Acho lindo e fico toda boba quando ele fala algo bonito de repente, pessoalmente ou por mensagem. Mas se não fizer, não noto. E quase nunca também tenho vontade de dizer algo, e era o que eu sempre pensava, “não falo porque não quero”. 

Mas agora mesmo, no trabalho, senti vontade de dizer mais tarde, quando encontrá-lo, que ele foi uma das melhores coisas que me aconteceu – ainda mais porque o clima não está muito bom no momento -, mas só de pensar em dizer senti os olhos marejados. Sei lá, é como se fosse não apenas emoção, mas exposição demais, como se fosse me abrir, me mostrar frágil, e recuei, fiquei com medo. Queria só falar, não queria chorar na frente dele, não por isso.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Só sei que não sei

Penso no ex, no possível novo peguete, mala vazia, saudade do ex, que era atual, durante a viagem. Volto para o livro.

Penso no ex, se estou mais tranquila porque talvez decida reatar, lembro do mal que ele me fez, quarto todo bagunçado, "se voltasse com ele, teria que arrumar". Volto para o livro.

Penso que seria idiota se voltasse, me pergunto porquê tão rapidamente ele ficou com outra.. logo quando viu que eu poderia aceitá-lo de volta, tento justificar lembrando que também fiquei com outro, me recordo que foi diferente. Volto para o livro.

Penso nos conselhos, em uma amiga dizendo que estou agindo errado, que o que tenho pelo ex não é fácil de achar, lembro dela perguntando se estou preparada para vê-lo com outra. NÃO. Volto para o livro.

Penso no quanto o talvez-peguete parece ser legal, mais esforçado para com o futuro que o ex, acho que ele pode estar afim de mim mesmo. Faço planos para o churrasco do final de semana. Reflito que, talvez, consigamos realmente separar sentimentos. Vai ver que ele ter ficado com outra nem tenha sido grandes coisas assim. Mas ele não pensou nos meus sentimentos, droga! Eu tinha saído com ele um dia antes! Volto para o livro. O livro está bom.

Penso no quanto o ex ficaria enciumado e louco até, se soubesse que fiquei com mais outro alguém. Fico feliz ao pensar nisso. Sou imatura. Faço planos de ficar com os dois, e depois escolher o ex, e contar tudo a ele, para que ele tenha que passar por cima disso para me ter de volta. Sou muito imatura mesmo! Volto para o livro.

Penso que pode ser orgulho bobo não perdoá-lo, que posso deixar de tentar ser feliz por bobeira. Mas não, volto a achar que seria idiota se perdoasse. Lembro de outra amiga, uma que disse que fraca eu seria se continuasse assim, sofrendo, ao invés de dar uma nova chance. Tento me convencer nas palavras dos outros. Todos me falaram que desculpariam, no meu lugar. Às vezes parece que ninguém entende que eu já estava passando por cima das mentiras dele, que isso já era muito, que ele sabia que eu quase estava dando uma nova chance, e ainda sim, ficou com outra. Ninguém vê que isso é grave? Volto para o livro.

Penso nele falando que desde que ficou solteiro apareceram várias mulheres que ele poderia ter ficado. O estômago aperta de ciúme. Lembro que ele, pelo menos, me contou dessa que ficou, provando que não quer mais mentiras entre a gente. Por quê ele ficou com outra? A amiga dizendo que sou chata com essa pergunta. Eu admitindo que estou empacada nessa parte. Por quê ele ficou com outra? Talvez ficar com o outro tal carinha seja legal. Volto para o livro.

Vou dormir. Pensar nunca resolveu muita coisa mesmo.

"... que faço distraindo a vida, vou traindo minha sina, distraindo decisão ♪





sábado, 28 de janeiro de 2012

Fé

Eu tenho fé. Enquanto alguns desesperam, outros falam das poucas chances, eu tenho fé. Também tenho medo às vezes, choro sozinha, mas é outra coisa. Pode parecer bobeira, inocência, mas eu acredito.

Sei que ele vai voltar a ser estressado, falar besteira, contar suas histórias infinitas, ocupar seu lugar na mesa, no sofá, na cama - o lugar no coração de todos ele terá sempre!

Ele tem 87 anos, e me prometeu fazer ainda 114.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Vento

Não sentia mais o perfume dela, entrando escondido em seu quarto, pra dormir ao seu lado. Não sentia mais incômodo no estômago ao ouvir o nome dela.
Não estava presente em todos os seus sonhos.

Teve outros amores, trocou os CDs antigos por novos. Jogou fora a sua camisa, que era a preferida dela. Jogou, do sexto andar, as fotos. Deixou todas as lágrimas saírem – mesmo que homem não chore -, pra não ser incomodado mais tarde.

Se sentia livre, mesmo que, às vezes, um vento qualquer trouxesse um passeio de mãos dadas. um beijo roubado. um suspiro.
Já sabia agir nessas situações, era só pensar no trabalho, nos planos para o futuro.

E ele saía, e sorria, e brincava, e dançava, e lembrava dela, e pensava no trabalho.
Acreditava na sua felicidade, mesmo sabendo faltar 1/3. Ele podia viver assim, afinal. E era bem mais fácil que perdoar.

Correndo, perdeu um pouco do fôlego, e sentou em um banco do parque. Sentiu um arrepio. Antes que pudesse desviar os pensamentos, o vento trouxe um papel. Uma foto. O número que nunca esquecera, na ponta da língua.
- Sabrina?

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Saudade

-Você sabe o que é saudade?
-Sim,eu sei.
Ela perguntou,ela respondeu,e era assim que queria.
Ela sabia o que era saudade.E não só no dicionário,também como era sentir.
Afinal,sempre sentira,de muita coisa,de muita gente.
Mas então o que era isso que estava sentido,agora?

Ele disse que iria embora,disse que não a amava mais.
Ela não fez nada,nem chorou,e foi,exatamente ali,que o sentimento começou.
Foi imediato.
Tinha o formato da saudade.Mais era maior.Maior que o coração.

Foi em uma reunião de amigos,em comum,que se conheceram.Ele,depois contou para ela,que sentiu seu cheiro de frutas vermelhas,quando passou perto,e sabia que seria dele.
Ela o achou lindo.Podia ver seus olhos castanhos e seu cabelo liso,mas podia ver mais.

Sentou,e pôs a mão no coração,para acarinhá-lo,na esperança,que não tinha,de fazer a dor diminuir.
-Não me ama mais?

-Você é linda.
E era o que realmente achava daquela menina, de pele macia,branca,de cabelos escuros,lisos,boca avermelhada e carnuda,que lhe ofereceu um beijo,sem dizer nada.
A lua brilhava sob o mar.E ela sabia que não poderia ter feito melhor escolha,do que ter saído da reunião,e ido à praia.

As Lembranças passavam pela sua cabeça.Eram tantas.Se pudesse esquecer.
Se pudesse correr atrás dele.

A areia era quase um convite já aberto.
Deitaram ali.Observaram o céu.Se tocaram.Ela sentiu a pele quente dele,o desejo em cada parte,aumentando o seu.
Foi o sexo mais bonito que os dois poderiam ter.

Não era a saudade que sentia dos amigos,nem da infância,nem a saudade que sentia dos pais.Não era nem mesmo a saudade dele.Era a saudade do amor.

domingo, 20 de setembro de 2009

Alone

Me senti sozinha hoje, sozinha de amigos.
Tenho alguns melhores amigos, e são, realmente, os melhores, mas todos estão tão ocupados com estudo/trabalho/namoro.

Claro, nós crescemos, nossas prioridades viram outras, cada um segue sua vida e a amizade continua. Só que senti falta daquela amizade adolescente de antes, de ligar pra eles por qualquer motivo, saber minuciosamente tudo da vida deles e vice-versa.

Hoje não sei de todas as briguinhas que certa amiga tem com o namorado, demoro mais de uma semana pra saber que uma outra está trabalhando.

É que hoje foi despedida de um amigo nosso que vai pro Rio Grande do Norte (assunto pra outro post),e ,apesar do clima triste de despedida, foi tão gostoso passar a tarde toda com eles, comendo, bebendo, rindo, conversando, trocando confidências, fofocando, que quando cheguei em casa, me deu nostalgia.

Lembrei de quando ficava triste, fosse por motivo bobo ou não, e corria pra um deles pelo menos, e hoje, prefiro ficar sozinha, escrevo. Talvez muros tenham se criado e eu não consigo, por isso, pedir colo como antes.

Sei que ter amigos é mais que necessário, e eu amo os meus, amo de verdade.