Ela oscila entre o preto-e-branco e o colorido. E não sabe de muita coisa ainda.
Mas, esses dias, olhando pela fresta da janela viu um sol fraco na árvore, no prédio, e se encheu de amarelo.
A energia está aqui, a força, a vontade, os sentidos, o sentir.
Não foi de fora pra dentro. Foi de dentro pra fora. No exterior anda tudo igual, no mesmo vazio, falta. Mas conseguir um quente pra alma faz sorrir, cantar.
Esse todo dia, esse empenho anda fazendo bem a ela, e que bom que seja assim.
Começar a acreditar é bom.
E se pudesse colocar estrelas em um pote...
sexta-feira, 16 de abril de 2010
quinta-feira, 1 de abril de 2010
meio vazio
E de vez em quando, o buraco do fundo do poço da alma apita, quer palavras, reviravolta, desejo, vento soprando saudade – mas de algo de verdade.
Nessas horas eu interpreto o copo como meio vazio.
Eu sei do tanto de coisa que há do outro lado, mas o meu anda sem nada.
E tudo é motivo pra encher os olhos de lágrimas.
Ouvir o eco faz mal, e esse vento desfeito me entope de coisas que quero sentir e viver.
É que estou muito e estou com pouco. Uma sede e um coração vazio.
Um nó feito por falta, feito pelo querer. Grito preso que não sabe o que dizer.
Está tudo apertado aqui dentro, mesmo cheio de espaço vazio.
Nessas horas eu interpreto o copo como meio vazio.
Eu sei do tanto de coisa que há do outro lado, mas o meu anda sem nada.
E tudo é motivo pra encher os olhos de lágrimas.
Ouvir o eco faz mal, e esse vento desfeito me entope de coisas que quero sentir e viver.
É que estou muito e estou com pouco. Uma sede e um coração vazio.
Um nó feito por falta, feito pelo querer. Grito preso que não sabe o que dizer.
Está tudo apertado aqui dentro, mesmo cheio de espaço vazio.
quarta-feira, 17 de março de 2010
Mais eu
"Aprende-se a calar a dor
A tremura, o rubor
O que sobra de paixão
Aprende-se a conter o gesto
A raiva, o protesto
E há um dia em que a alma
Nos rebenta nas mãos"
(Lado (a lado) - Mafalda Veiga)
Essa música veio a mim como aperto no estômago. Os olhos até marejaram. Senti vontade de sair correndo, de desentalar tanta coisa.
A vida vai passando, e vamos aprendendo a nos conter, a demonstrar sorrisos, mesmo que não sejam sinceros.
Aprendemos a ser educados, a não gritar, não demonstrar tanta raiva. Não podemos chorar em público. Não podemos subir na cadeira.
E tanta coisa vai sendo guardada, acumulada dentro de nós. Não podemos 'separar' as coisas, somos um só, afinal. Podemos, sim, espernear, reclamar, nos arrepender.. antes que a alma rebente nas mãos.
Eu tenho tanta coisa dentro de mim. Tantos sorrisos prontos e tantas respostas feitas. Tenho a feição certa de quem está feliz, mesmo que eu não esteja, mesmo que doa tudo por dentro.
O muito que eu grito, às vezes é o muito que eu não digo.
E eu andava assim, encostada ao mundo, esperando de olhar vazio.
Meus dias estavam iguais e eu aprendi a não querer mais do que o que resta.
Mas não é só isso que eu quero. Descobri que quero mais, que posso mais, e que não preciso esperar, que posso ir atrás.
Ganhei tristeza e gás. Um aperto com sinal de lição.
A tremura, o rubor
O que sobra de paixão
Aprende-se a conter o gesto
A raiva, o protesto
E há um dia em que a alma
Nos rebenta nas mãos"
(Lado (a lado) - Mafalda Veiga)
Essa música veio a mim como aperto no estômago. Os olhos até marejaram. Senti vontade de sair correndo, de desentalar tanta coisa.
A vida vai passando, e vamos aprendendo a nos conter, a demonstrar sorrisos, mesmo que não sejam sinceros.
Aprendemos a ser educados, a não gritar, não demonstrar tanta raiva. Não podemos chorar em público. Não podemos subir na cadeira.
E tanta coisa vai sendo guardada, acumulada dentro de nós. Não podemos 'separar' as coisas, somos um só, afinal. Podemos, sim, espernear, reclamar, nos arrepender.. antes que a alma rebente nas mãos.
Eu tenho tanta coisa dentro de mim. Tantos sorrisos prontos e tantas respostas feitas. Tenho a feição certa de quem está feliz, mesmo que eu não esteja, mesmo que doa tudo por dentro.
O muito que eu grito, às vezes é o muito que eu não digo.
E eu andava assim, encostada ao mundo, esperando de olhar vazio.
Meus dias estavam iguais e eu aprendi a não querer mais do que o que resta.
Mas não é só isso que eu quero. Descobri que quero mais, que posso mais, e que não preciso esperar, que posso ir atrás.
Ganhei tristeza e gás. Um aperto com sinal de lição.
quarta-feira, 10 de março de 2010
Início da caminhada
E entre o sim e o não há tanta coisa, que me assusta. Só que o não, de qualquer jeito, eu já tenho, então vou em busca do sim.
Continuo com medo, dúvidas, insegurança, mas posso ter tudo isso e, mesmo assim, tentar, seguir.
O primeiro passo eu já dei, e sei que, apesar de ser o maior, é bem pequeno perto de tanta estrada.
Não sei o que vai ter no meio do caminho, e bem menos o que me aguarda no final.
Quero trilhar tudo, me esgotar, me orgulhar no final, conseguir.
Saber que valeu a pena.
Claro, pode ser que não seja assim, mas, sabe, prefiro nem pensar, só andar.
Continuo com medo, dúvidas, insegurança, mas posso ter tudo isso e, mesmo assim, tentar, seguir.
O primeiro passo eu já dei, e sei que, apesar de ser o maior, é bem pequeno perto de tanta estrada.
Não sei o que vai ter no meio do caminho, e bem menos o que me aguarda no final.
Quero trilhar tudo, me esgotar, me orgulhar no final, conseguir.
Saber que valeu a pena.
Claro, pode ser que não seja assim, mas, sabe, prefiro nem pensar, só andar.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
estrada
Sou medrosa, confesso - e só confesso aqui. Tenho medo de tudo que não posso controlar, tenho medo de não alcançar os sonhos.
E, às vezes, por conta do medo, deixo até de tentar. É mais fácil não ter, do que perder. Não tentar, do que fracassar.
Muito bonito dizer que sempre vale a pena tentar, mas eu tenho medo. Medo de iniciar a caminhada, parar no meio do caminho, quase sem ar, prosseguir, e, no final, perder.
Mas o que eu ganho ficando parada?
Acho que é hora de tentar.. até já passou da hora, na verdade.
É que o tempo não tem piedade, não espera eu sentar e decidir o que fazer - enquanto tomo uma xícara de café.
Um ano é tanta coisa, que eu me apavoro só de pensar. E, penso também, na expectativa - minha e dos outros.
E lá vem ele, o medo.
Tô indecisa, mas, pela primeira vez, pesando mais pro lado de tentar, de andar.
Quero força, coragem e positividade.
E, às vezes, por conta do medo, deixo até de tentar. É mais fácil não ter, do que perder. Não tentar, do que fracassar.
Muito bonito dizer que sempre vale a pena tentar, mas eu tenho medo. Medo de iniciar a caminhada, parar no meio do caminho, quase sem ar, prosseguir, e, no final, perder.
Mas o que eu ganho ficando parada?
Acho que é hora de tentar.. até já passou da hora, na verdade.
É que o tempo não tem piedade, não espera eu sentar e decidir o que fazer - enquanto tomo uma xícara de café.
Um ano é tanta coisa, que eu me apavoro só de pensar. E, penso também, na expectativa - minha e dos outros.
E lá vem ele, o medo.
Tô indecisa, mas, pela primeira vez, pesando mais pro lado de tentar, de andar.
Quero força, coragem e positividade.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Alma perdida
É fácil chegar lá, na cidade das almas perdidas. Não tem placa de aviso pra não entrar, mas, assim que você chega, fica com a sensação que deveria ter, já que o caminho pra chegar lá é tão simples.
E você sente medo, e dor, e sente solidão, e sente desespero. Olha em volta e vê almas machucadas, mutiladas, agonizando. Sabe como chegou ali, mas não como sair.
Não é só fazer o caminho inverso, é bem mais difícil, e esse ninguém ensina.
Por algum tempo, luta consigo mesmo, pede socorro, pergunta como voltar pra casa. Depois, a lembrança de ter um corpo quentinho só pra si, vira uma saudade distante. Até se acostuma a viver entre as lágrimas e o peito apertado. E, talvez, seja até mais seguro.
Mas, ainda assim, sente que pode fazer mais, ser mais. E, as feridas começam a cicatrizar, a dor vai diminuindo com o passar dos dias, das horas. Você lembra quem é de verdade, e tudo que pode fazer. Sabe como voltar pra casa, é tão simples, afinal. E volta, e se sente meio feliz e muito mais forte do que já foi um dia. E deseja nunca mais seguir o caminho até à cidade das almas perdidas.
(até que algo venha e traga muita felicidade, e você, já esquecido da dor, se entregue, novamente. e fique muito feliz, ao ponto de, no final, fazer o caminho de volta à cidade das almas perdidas).
E você sente medo, e dor, e sente solidão, e sente desespero. Olha em volta e vê almas machucadas, mutiladas, agonizando. Sabe como chegou ali, mas não como sair.
Não é só fazer o caminho inverso, é bem mais difícil, e esse ninguém ensina.
Por algum tempo, luta consigo mesmo, pede socorro, pergunta como voltar pra casa. Depois, a lembrança de ter um corpo quentinho só pra si, vira uma saudade distante. Até se acostuma a viver entre as lágrimas e o peito apertado. E, talvez, seja até mais seguro.
Mas, ainda assim, sente que pode fazer mais, ser mais. E, as feridas começam a cicatrizar, a dor vai diminuindo com o passar dos dias, das horas. Você lembra quem é de verdade, e tudo que pode fazer. Sabe como voltar pra casa, é tão simples, afinal. E volta, e se sente meio feliz e muito mais forte do que já foi um dia. E deseja nunca mais seguir o caminho até à cidade das almas perdidas.
(até que algo venha e traga muita felicidade, e você, já esquecido da dor, se entregue, novamente. e fique muito feliz, ao ponto de, no final, fazer o caminho de volta à cidade das almas perdidas).
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
um dia a gente (não) aprende
Vendo minha mãe arrumar a cama e só pegar o lençol/travesseiro dela, fiquei pensando que, talvez, a gente nunca amadureça. Que a história de sermos eternas crianças, seja verdade.
Eu, às vezes, dou ataque por tão pouco, me desespero, falo besteira, ajo sem pensar, não consigo encarar certas situações. Sempre ponho culpa na imaturidade, mas há a esperança disso um dia passar, de, com o tempo, conseguir lidar melhor com um monte de coisas. mas será?
Humanos, claro, seremos sempre, e, por isso, os defeitos sempre estarão ao nosso lado pra nos lembrar que impossível mesmo é ser perfeito, maaas tô falando mesmo é de maturidade.
Talvez, daqui a uns anos, eu esteja casada e não pegue o lençol/travesseiro do meu marido, por estar brigada com ele. talvez.
Eu, às vezes, dou ataque por tão pouco, me desespero, falo besteira, ajo sem pensar, não consigo encarar certas situações. Sempre ponho culpa na imaturidade, mas há a esperança disso um dia passar, de, com o tempo, conseguir lidar melhor com um monte de coisas. mas será?
Humanos, claro, seremos sempre, e, por isso, os defeitos sempre estarão ao nosso lado pra nos lembrar que impossível mesmo é ser perfeito, maaas tô falando mesmo é de maturidade.
Talvez, daqui a uns anos, eu esteja casada e não pegue o lençol/travesseiro do meu marido, por estar brigada com ele. talvez.
Assinar:
Postagens (Atom)