O título poderia ser "Fim" , porque seria verdade, mas achei melhor este, pois também é início.
Não poderia passar sem comentar sobre 2010. O ano, para mim, só terminou agora, já que obtive as respostas de tudo que batalhei durante o ano, recentemente.
Foi, sem dúvida, um dos piores anos da minha vida, mas, com certeza, um dos mais gratificantes; Me privei de muita coisa, passei quase o ano todo estressada, confusa.
Mas amadureci uns 4 anos em um. Aprendi que não tem jeito, o que eu quiser, tenho que batalhar pra ter e ponto.
Tudo porque, depois de três anos parada, resolvi fazer pré-vestibular. Não foi uma decisão fácil como pode até parecer. Escrevi sobre isso aqui algumas vezes, mas não diretamente.
O que pesou mesmo foi o sempre medo da frustração, medo de me dedicar e não conseguir, sabe.
Ainda por cima, todos ao meu redor começaram a acreditar em mim, então eu frustraria também outras pessoas, além de mim.
Sei que eu me dediquei, estudei como nunca fiz em toda a minha vida. E, graças a Deus, há alguns dias, descobri que passeeeei.
E tudo valeu à pena, as saídas canceladas, os sábados de aula...
Passei para duas universidades públicas.
E sou, prazer, a mais nova estudante de Relações Públicas.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
domingo, 15 de agosto de 2010
terça-feira, 3 de agosto de 2010
E no fim
Enquanto eu decidia o que fazer, você resolveu decidir.
E, embora eu esteja triste, acho que foi o melhor. Não sei se eu teria coragem de colocar um fim, mesmo sabendo que teria mesmo que acabar.
Eu entendo seu coração ocupado, sempre soube. O que eu não entendo é esse sentimento, ainda pequeno, mas estranho por você.
É que foi tudo tão rápido, e eu nem sou assim... nem estou me reconhecendo.
Dá medo, eu tô chorosa, cansada, mas sei que logo passa.
Mas dói pensar nos momentos muuuito bons, e no quanto você parecia ser feito pra mim.
Vai ficar a lembrança boa, eu sei.
Só que, por agora, só quero esquecer, apagar esse incômodo, voltar ao normal, porque o mundo não para.
Nem sei muito, nem entendo muita coisa, só sei que está tudo estranho em mim.
Você me chora dores de outro amor
Se abre e acaba comigo ♪
E, embora eu esteja triste, acho que foi o melhor. Não sei se eu teria coragem de colocar um fim, mesmo sabendo que teria mesmo que acabar.
Eu entendo seu coração ocupado, sempre soube. O que eu não entendo é esse sentimento, ainda pequeno, mas estranho por você.
É que foi tudo tão rápido, e eu nem sou assim... nem estou me reconhecendo.
Dá medo, eu tô chorosa, cansada, mas sei que logo passa.
Mas dói pensar nos momentos muuuito bons, e no quanto você parecia ser feito pra mim.
Vai ficar a lembrança boa, eu sei.
Só que, por agora, só quero esquecer, apagar esse incômodo, voltar ao normal, porque o mundo não para.
Nem sei muito, nem entendo muita coisa, só sei que está tudo estranho em mim.
Você me chora dores de outro amor
Se abre e acaba comigo ♪
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Menino lindo,
eu quero morar na sua rua ♪
Demorei muito a dormir, ontem, pensando em tudo que nem quero sentir.
Em como é estranho tudo isso, porque, não, eu não gosto fácil, pelo contrário.
Eu não sou de grandes paixões, grandes amores.
Mas de repente você chega, sorri, e eu começo a sentir essa coisa que nem sei o que é.
E é estranho.. eu sinto, sabe, sinto que também vem algo de você, sinto no seu abraço, no seu beijo, na sua pele, mas eu sei que é pouco provável. Eu sei, embora você não fale, e eu não queira escutar agora, da sua ferida recente, aberta, e eu não quero tapar buraco algum. Gosto de ter meu próprio lugar.
É que eu não sei o que fazer. Eu posso fugir, sair correndo e não olhar pra trás; Posso ficar mais um tempo, analisar mais; Posso só deixar rolar, pagar o que for no final.
A primeira opção é bem mais a minha cara, mas pensar em não olhar pra trás me dói.
Acho que fico com a segunda, por enquanto. Mas não sem inquietação, não sem medo.
Esse ano não é ano pra enlouquecer, tenho que me manter centrada, tenho que continuar indo atrás do que planejei.
Eu tô sufocada, e, sabe, eu nunca vou te falar nada disso.
Demorei muito a dormir, ontem, pensando em tudo que nem quero sentir.
Em como é estranho tudo isso, porque, não, eu não gosto fácil, pelo contrário.
Eu não sou de grandes paixões, grandes amores.
Mas de repente você chega, sorri, e eu começo a sentir essa coisa que nem sei o que é.
E é estranho.. eu sinto, sabe, sinto que também vem algo de você, sinto no seu abraço, no seu beijo, na sua pele, mas eu sei que é pouco provável. Eu sei, embora você não fale, e eu não queira escutar agora, da sua ferida recente, aberta, e eu não quero tapar buraco algum. Gosto de ter meu próprio lugar.
É que eu não sei o que fazer. Eu posso fugir, sair correndo e não olhar pra trás; Posso ficar mais um tempo, analisar mais; Posso só deixar rolar, pagar o que for no final.
A primeira opção é bem mais a minha cara, mas pensar em não olhar pra trás me dói.
Acho que fico com a segunda, por enquanto. Mas não sem inquietação, não sem medo.
Esse ano não é ano pra enlouquecer, tenho que me manter centrada, tenho que continuar indo atrás do que planejei.
Eu tô sufocada, e, sabe, eu nunca vou te falar nada disso.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Não me conto
Eu já me cobrei, algumas vezes, um pouco mais de sinceridade no diário – aham, eu tenho diário. aham, eu já me cobrei sinceridade.
Até já me cobrei escrever certas coisas aqui no blog.
Eu sei que tem coisas que não contamos nem a nós mesmos, mas só há bem pouco tempo, comecei a respeitar meu silêncio. Só agora aceito quando, simplesmente, não quero me contar algo, não quero parar, pensar, analisar, deixar doer, se for o caso.
E nem é fugir, fingir que não existe, é só não querer e ponto. Eu não preciso me obrigar a sentir tudo.
Estou devendo a mim mesma uma conversa longa, sentar, ouvir minha própria voz, me cutucar, tirar umas coisas lá do fundo, mas não é pra agora. Eu não quero.
E tudo bem que não queira, eu não tenho pressa, aprendi a respeitar meu tempo. E quando for, que seja com vontade, que faça bem.
Estou em silêncio comigo mesma pra certas coisas e é bom aceitar isso.
Até já me cobrei escrever certas coisas aqui no blog.
Eu sei que tem coisas que não contamos nem a nós mesmos, mas só há bem pouco tempo, comecei a respeitar meu silêncio. Só agora aceito quando, simplesmente, não quero me contar algo, não quero parar, pensar, analisar, deixar doer, se for o caso.
E nem é fugir, fingir que não existe, é só não querer e ponto. Eu não preciso me obrigar a sentir tudo.
Estou devendo a mim mesma uma conversa longa, sentar, ouvir minha própria voz, me cutucar, tirar umas coisas lá do fundo, mas não é pra agora. Eu não quero.
E tudo bem que não queira, eu não tenho pressa, aprendi a respeitar meu tempo. E quando for, que seja com vontade, que faça bem.
Estou em silêncio comigo mesma pra certas coisas e é bom aceitar isso.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
mãos de hoje
E ela se entregou. Mesmo ainda sendo visíveis os cortes de outrora, mesmo com medo.
Ela sabia que iria formar novas cicatrizes, que teria outras lágrimas. Mas estava cansada da vida de vento formando palavras não ditas, de labirintos feito de sentimentos que começavam na nuca.
Dormir sem dizer boa noite já estava lhe sufocando. Seus passos não eram ouvidos.
E por mais agoniado que fosse, agora era sorriso.
Era declaração barata de um futuro inexistente.
Era promessa que não seria cumprida.
Também era carinho nos pés e cheiro de nuvem.
Ela sentada, contava a si mesma, memórias de um passado quase apagado – quase.
Não podia esquecer, não queria correr o risco de acreditar outra vez.
Não queria mais a fé.
E assim, sem querer mais que isso, foi andar de mãos dadas.
Ela sabia que iria formar novas cicatrizes, que teria outras lágrimas. Mas estava cansada da vida de vento formando palavras não ditas, de labirintos feito de sentimentos que começavam na nuca.
Dormir sem dizer boa noite já estava lhe sufocando. Seus passos não eram ouvidos.
E por mais agoniado que fosse, agora era sorriso.
Era declaração barata de um futuro inexistente.
Era promessa que não seria cumprida.
Também era carinho nos pés e cheiro de nuvem.
Ela sentada, contava a si mesma, memórias de um passado quase apagado – quase.
Não podia esquecer, não queria correr o risco de acreditar outra vez.
Não queria mais a fé.
E assim, sem querer mais que isso, foi andar de mãos dadas.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Amor de fios brancos
Hoje meus avós completam 60 anos de casamento.
E eu me orgulho de ouvir, de ambos, que fariam tudo novamente, que se casariam de novo.
Cresci ouvindo meu avô dizer, ao ouvido da minha avó, que a amava, e sigo ouvindo até hoje.
Os dois têm uma preocupação um com o outro invejável.
Minha avó sempre foi o equilíbrio, a calma. Sempre fez tudo e nunca reclamou de nada.
Meu avô, sempre fortaleza, quem segurava o braço, quando minha avó despencava.
Passaram por muitas alegrias. Tiveram filhos, têm netos e bisnetos, além de muitas pessoas queridas por perto.
Passaram por tristezas também. Perderem um filho e isso é dor que nunca cura.
Ainda choram ao falar dele.
No sofá, estão sempre de mãos dadas e minha avó espera a hora do remédio do meu avô pra irem dormir juntos, mesmo que esteja com muito sono.
Ela se desespera quando ele tem algum problema de saúde.
O coração dos dois não tem tamanho, tem sempre espaço pra mais um.
Histórias juntos, eles têm muitas. Seus fios brancos têm muito o que contar.
E eu me pego pensando, sempre admirada, em como o amor pode durar. Como pode se tornar algo tão sólido e tão amigo.
Compreensão pra passar por cima dos problemas, canção pra levar a vida, sorriso pra espantar a dor... é a sabedoria de quem sabe amar.
E eu me orgulho de ouvir, de ambos, que fariam tudo novamente, que se casariam de novo.
Cresci ouvindo meu avô dizer, ao ouvido da minha avó, que a amava, e sigo ouvindo até hoje.
Os dois têm uma preocupação um com o outro invejável.
Minha avó sempre foi o equilíbrio, a calma. Sempre fez tudo e nunca reclamou de nada.
Meu avô, sempre fortaleza, quem segurava o braço, quando minha avó despencava.
Passaram por muitas alegrias. Tiveram filhos, têm netos e bisnetos, além de muitas pessoas queridas por perto.
Passaram por tristezas também. Perderem um filho e isso é dor que nunca cura.
Ainda choram ao falar dele.
No sofá, estão sempre de mãos dadas e minha avó espera a hora do remédio do meu avô pra irem dormir juntos, mesmo que esteja com muito sono.
Ela se desespera quando ele tem algum problema de saúde.
O coração dos dois não tem tamanho, tem sempre espaço pra mais um.
Histórias juntos, eles têm muitas. Seus fios brancos têm muito o que contar.
E eu me pego pensando, sempre admirada, em como o amor pode durar. Como pode se tornar algo tão sólido e tão amigo.
Compreensão pra passar por cima dos problemas, canção pra levar a vida, sorriso pra espantar a dor... é a sabedoria de quem sabe amar.
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