Demorei tanto pra escrever sobre a lindeza que foi 2014 que 2015 chegou levando tudo.
O ano chegou com promessas de ser bonito: teve a minha colação, meu baile de formatura, os preparativos para o casamento do meu irmão e a espera pelos parentes de outro país que viriam ao casamento.
Mas logo cedo me trouxe aquela, que é uma das piores dores, levando uma avó minha. De uma maneira rápida, inesperada e mais doída do que eu poderia explicar. Levou meu gato, o que posso dizer com firmeza, que doeu imensamente.
A empresa que meu pai trabalha está quase falindo, e eu, recém-formada, terminei o estágio e não estou conseguindo arrumar emprego. O dinheiro está muito curto por aqui.
Em 2015 a irmã do meu namorado mostrou ser uma pessoa detestável. Meu namoro quase terminou, e ainda está carregando as marcas disso.
A sorte é que, apesar de você, 2015, minha família e meus amigos estão cada vez mais unidos. Porque sem isso, acho que esse ano teria me vencido.
Espero que esses dois últimos meses passem sem fazer estragos.
Posso ser inocente e acreditar que em 2016 vai ser tudo diferente?
quarta-feira, 21 de outubro de 2015
sexta-feira, 15 de agosto de 2014
O resto é mar, é tudo que eu não sei contar ♪
Ta
aí, eu não sou puro romance. Ou não sei ser romântica.
Vários
namorados, rolos e afins já reclamaram da falta de mensagens, ligações,
palavras bonitas.
E,
como de se esperar, o meu princeso reclamou, disse que não falo muitos dos meus
sentimentos, não falo coisinhas fofas. Ele também não fala muito, é verdade, e
eu retruquei isso. Acho que estávamos acostumados com pares que faziam isso
pela gente. Aí no nosso relacionamento fica essa lacuna.
Confesso
que não ligo muito. Acho lindo e fico toda boba quando ele fala algo bonito de
repente, pessoalmente ou por mensagem. Mas se não fizer, não noto. E quase
nunca também tenho vontade de dizer algo, e era o que eu sempre pensava, “não
falo porque não quero”.
Mas agora mesmo, no trabalho, senti vontade de dizer
mais tarde, quando encontrá-lo, que ele foi uma das melhores coisas que me
aconteceu – ainda mais porque o clima não está muito bom no momento -, mas só
de pensar em dizer senti os olhos marejados. Sei lá, é como se fosse não apenas
emoção, mas exposição demais, como se fosse me abrir, me mostrar frágil, e
recuei, fiquei com medo. Queria só falar, não queria chorar na frente dele, não
por isso.
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sábado, 5 de julho de 2014
Amores
A verdade é
que sempre fui boa, mesmo que de forma não proposital, em fazer os homens se
apaixonarem por mim. Ligações no dia seguinte e pedidos de namoro nunca me
faltaram.
Mas devo
confessar que tenho dificuldade em fazer o amor perdurar.
Não tinha refletido sobre isso até meu último namoro, até mesmo porque, até então, eu é quem tinha terminado todos os meus relacionamentos. Porém, após o último término, passei a pensar em todos os meus fins, que nem cabem mais aqui.
Não tinha refletido sobre isso até meu último namoro, até mesmo porque, até então, eu é quem tinha terminado todos os meus relacionamentos. Porém, após o último término, passei a pensar em todos os meus fins, que nem cabem mais aqui.
O que sei é que o último término aconteceu. E é estranho pensar nisso quando lembro do quanto ele demonstrava, involuntariamente, gostar de mim. Do choro pessoalmente, do desespero quando falei em separação e quando me separei dele uma vez. Duas.
Nós brigávamos muito. Culpa dos
dois. Ele errou muito. Eu errei.
Só que, ainda sim, a calma dele ao
terminar comigo me surpreendeu. Fico pensando pra onde que foi aquele amor
todo, embora ele tenha afirmado até o fim, gostar de mim.
Eu sei que amor acaba, que briga
desgasta, que rotina enjoa. Sei tudo. Mas meu problema é maior.
Eu tenho agora um novo amor. Um princeso lindo que me rouba sorrisos
todos os dias, que é companheiro, que esta me fazendo muito feliz. E que
demonstra MUITO gostar de mim. Que, mesmo com pouco tempo de relacionamento, me
fez achar o seu “eu te amo” não exagerado. Talvez tenha sido pelas lágrimas nos
olhos, a vergonha e o abraço apertado. Não sei.
Só que estou desesperada com todo
esse sentimento. Estou com muito medo que acabe de repente. Que ele se vá. Eu
fiquei algo que nunca fui em relacionamentos, insegura. Eu sempre fui muito
cheia de mim, achava que podia mandar e desmandar, e agora tenho receio até de
reclamar de pequenas coisas.
A sorte é que o princeso chegou no
ano em que resolvi mudar, me tornar uma pessoa menos impulsiva, menos ciumenta,
briguenta e orgulhosa. Sorte dele. Sorte nossa.
E que eu consiga cumprir minha meta
de 2014 por ele, que chegou depois, e por mim, que estou aqui há muito mais
tempo e vou permanecer sem dúvidas.
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quinta-feira, 24 de abril de 2014
Pelo caminho
Pelo caminho ficou minha vontade de ser publicitária, ficou uma sandália que gostava muito e um dos meus primeiros diários. Ficou meu saudosismo pela época da escola, meu gosto por novelas mexicanas e ficaram quatro namorados.
Pelo caminho ficou meu receio de ficar com caras mais novos, a graça de ficar horas no telefone e a ideia de ter que contar tudo para os amigos. Ficou a autoestima baixa, a perna fina e ficaram as aulas de violão.
Pelo caminho ficou meu preconceito com pombos, o ficante que parecia o namorado ideal, uma lente. Ficou o aparelho, a academia e ficaram muitos guarda-chuvas.
Pelo caminho ficou minha vontade de ser sempre mais nova do que sou, a vergonha de seminários, ficou um fotolog. Ficou o sentimento de obrigação de casar e ter filhos, a falta de liberdade e ficaram três amigas.
Muitas coisas eu quis deixar pelo caminho, outras se foram sem autorização. Mas quis escrever, porque estou com a sensação de estar no lugar certo, com a idade certa, com as pessoas, conceitos e as ideias certas. E tudo isso pode ficar pelo caminho também: a sensação, os planos. Mas por hoje, satisfação e leveza. E, também, por hoje, eu não mudaria - praticamente - nada que já aconteceu comigo.
Pelo caminho ficou meu receio de ficar com caras mais novos, a graça de ficar horas no telefone e a ideia de ter que contar tudo para os amigos. Ficou a autoestima baixa, a perna fina e ficaram as aulas de violão.
Pelo caminho ficou meu preconceito com pombos, o ficante que parecia o namorado ideal, uma lente. Ficou o aparelho, a academia e ficaram muitos guarda-chuvas.
Pelo caminho ficou minha vontade de ser sempre mais nova do que sou, a vergonha de seminários, ficou um fotolog. Ficou o sentimento de obrigação de casar e ter filhos, a falta de liberdade e ficaram três amigas.
Muitas coisas eu quis deixar pelo caminho, outras se foram sem autorização. Mas quis escrever, porque estou com a sensação de estar no lugar certo, com a idade certa, com as pessoas, conceitos e as ideias certas. E tudo isso pode ficar pelo caminho também: a sensação, os planos. Mas por hoje, satisfação e leveza. E, também, por hoje, eu não mudaria - praticamente - nada que já aconteceu comigo.
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
Metamorfose
É bom e útil relembrar cenas que já aconteceram com a gente, mesmo que há muito tempo atrás; dá para avaliar o quanto, muitas vezes, cometemos erros tolos e exageramos em certas situações que, no momento, não parecem, mas depois vemos que são irrelevantes. E eu sempre fui muito boa em exagerar, em achar que os erros alheios eram enormes e mereciam, sim, meu escândalo e minha revolta, tendo, o "culpado", que ouvir, sim, tudo de ruim que eu tinha para dizer.
Talvez por andar com tanto tempo livre para reflexão e por já ter notado que certos comportamentos me levam sempre para o mesmo lugar - não só por culpa minha - estou tentando, de coração, mudar muitas coisas em mim.
Eu acredito mesmo que qualquer pessoa pode mudar, mas não sem dor. Mudança de comportamento é caminho longo, cansativo, porque, às vezes, temos características tão enraizadas, que já agimos no automático.
Só que eu decidi e ACREDITO que 2014 será o meu ano. E, entre outras coisas, o que eu quero é isso: mudar.
Quero perder meu ciúme que, muitas vezes, é quase doentio: eu já melhorei muito nessas minhas terapias internas de mudança, mas ainda há muito o que fazer; quero deixar de fazer tempestade por coisas bobas e parar de crucificar tanto as pessoas quando elas erram comigo; quero perdoar com mais facilidade e perder um pouco do orgulho. Quero, um dia, conseguir ser a pessoa que vai atrás do outro depois de uma briga, porque, pra mim, isso é quase sacríficio! Mas não quero mais que seja assim, porque eu sei bem, por experiência própria, que o outro lado, certo ou errado, também cansa de ir sempre atrás - tudo que é sempre, cansa - e quero ser mais paciente, principalmente dentro de casa.
São muitas mudanças, eu sei, mas sei, também, que sou capaz e que querer já é muito. Eu vou precisar de calma e sabedoria, e compreensão pra me aceitar quando eu falhar. Eu estou buscando ajuda espiritual, tenho conversado muito com Deus e pedido bastante ajuda pra ser a pessoa melhor que eu quero ser, e estou sentindo energias positivas, estou sentindo segurança. amém.
Talvez por andar com tanto tempo livre para reflexão e por já ter notado que certos comportamentos me levam sempre para o mesmo lugar - não só por culpa minha - estou tentando, de coração, mudar muitas coisas em mim.
Eu acredito mesmo que qualquer pessoa pode mudar, mas não sem dor. Mudança de comportamento é caminho longo, cansativo, porque, às vezes, temos características tão enraizadas, que já agimos no automático.
Só que eu decidi e ACREDITO que 2014 será o meu ano. E, entre outras coisas, o que eu quero é isso: mudar.
Quero perder meu ciúme que, muitas vezes, é quase doentio: eu já melhorei muito nessas minhas terapias internas de mudança, mas ainda há muito o que fazer; quero deixar de fazer tempestade por coisas bobas e parar de crucificar tanto as pessoas quando elas erram comigo; quero perdoar com mais facilidade e perder um pouco do orgulho. Quero, um dia, conseguir ser a pessoa que vai atrás do outro depois de uma briga, porque, pra mim, isso é quase sacríficio! Mas não quero mais que seja assim, porque eu sei bem, por experiência própria, que o outro lado, certo ou errado, também cansa de ir sempre atrás - tudo que é sempre, cansa - e quero ser mais paciente, principalmente dentro de casa.
São muitas mudanças, eu sei, mas sei, também, que sou capaz e que querer já é muito. Eu vou precisar de calma e sabedoria, e compreensão pra me aceitar quando eu falhar. Eu estou buscando ajuda espiritual, tenho conversado muito com Deus e pedido bastante ajuda pra ser a pessoa melhor que eu quero ser, e estou sentindo energias positivas, estou sentindo segurança. amém.
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
madrugadas
Eu sou uma pessoa noturna, sempre que posso, claro.
E agora estou de férias.
Mas as madrugadas são traiçoeiras.
Eu levanto e sento na cama, enquanto assisto TV, umas vinte vezes.
Tenho crises de empolgação e danço no quarto. E choro também.
Jogo algum joguinho no celular.
Entro no facebook.
Bebo bastante água.
E penso, penso, penso. No estágio que não aparece de jeito nenhum - É O ÚLTIMO ANO DA FACULDADE, FUDEU, VOU MORRER, NUNCA VOU ARRUMAR EMPREGO NA MINHA ÁREA; Na vontade de voltar a ficar com certo carinha que tem tudo a ver comigo; Em quanto não adianta eu tentar, eu não consigo ir atrás dos caras, ter iniciativa de mandar um whatsapp que seja, mesmo que eles estejam, também, atrás de mim - MAS EU TENHO QUE MUDAR! DA PRÓXIMA VEZ VOU FAZER DIFERENTE; No meu desânimo com a faculdade e nos professores malas que já sei que pegarei, novamente, no próximo semestre; Que quero comprar roupas, mas preciso da companhia da minha mãe, e estou brigada com ela, e não sou naaada independente; Na decisão errada, mas honesta comigo mesma, de abandonar o inglês - NÃO TEM HIPÓTESE ALGUMA DE EU CONSEGUIR ESTUDAR MAIS QUASE TRÊS ANOS DE INGLÊS. ODEIO. ODEIO. NÃO AGUENTO MAIS AQUELE CURSO, NÃO ENTURMEI MUITO COM A TURMA E MINHA ÚNICA COLEGA VAI SAIR. E, PQP, INGLÊS É TÃO IMPORTANTE PARA MINHA ÁREA, QUE RAIVA :/; No curso de espanhol que vou começar no fim do mês, e no medo enorme de detestar tanto quanto o inglês; E de novo no tanto de currículos que mando todos os dias sem retorno - O QUE EU VOU FAZER QUANDO A FACULDADE ACABAR; Sorrio lembrando de um carinha divertido, safado e doido por mim, que eu ficava; Me masturbo; Imagino cenas que sei que não acontecerão.
Depois me proponho a dormir. Deito, rezo e me esforço pra conseguir dormir.
Mas a reza de ontem foi estranha, foi maravilhosa. Me senti tocada de verdade, como pouquíssimas vezes na vida. Fazendo um habitual pedido, senti uma força dentro do peito difícil de explicar. Foi quase uma certeza de que iria ser ouvida e atendida. E eu tenho pedido mesmo mais fé. Porque ando lendo um pouco a bíblia, e li várias passagens falando da falta de fé que faz as pessoas não alcançarem seus objetivos. E seja isso uma variante do "segredo" ou não, eu quero ter mais fé.
Reli agora o post e constatei que ele não faz sentido algum. E são 04:16.
E agora estou de férias.
Mas as madrugadas são traiçoeiras.
Eu levanto e sento na cama, enquanto assisto TV, umas vinte vezes.
Tenho crises de empolgação e danço no quarto. E choro também.
Jogo algum joguinho no celular.
Entro no facebook.
Bebo bastante água.
E penso, penso, penso. No estágio que não aparece de jeito nenhum - É O ÚLTIMO ANO DA FACULDADE, FUDEU, VOU MORRER, NUNCA VOU ARRUMAR EMPREGO NA MINHA ÁREA; Na vontade de voltar a ficar com certo carinha que tem tudo a ver comigo; Em quanto não adianta eu tentar, eu não consigo ir atrás dos caras, ter iniciativa de mandar um whatsapp que seja, mesmo que eles estejam, também, atrás de mim - MAS EU TENHO QUE MUDAR! DA PRÓXIMA VEZ VOU FAZER DIFERENTE; No meu desânimo com a faculdade e nos professores malas que já sei que pegarei, novamente, no próximo semestre; Que quero comprar roupas, mas preciso da companhia da minha mãe, e estou brigada com ela, e não sou naaada independente; Na decisão errada, mas honesta comigo mesma, de abandonar o inglês - NÃO TEM HIPÓTESE ALGUMA DE EU CONSEGUIR ESTUDAR MAIS QUASE TRÊS ANOS DE INGLÊS. ODEIO. ODEIO. NÃO AGUENTO MAIS AQUELE CURSO, NÃO ENTURMEI MUITO COM A TURMA E MINHA ÚNICA COLEGA VAI SAIR. E, PQP, INGLÊS É TÃO IMPORTANTE PARA MINHA ÁREA, QUE RAIVA :/; No curso de espanhol que vou começar no fim do mês, e no medo enorme de detestar tanto quanto o inglês; E de novo no tanto de currículos que mando todos os dias sem retorno - O QUE EU VOU FAZER QUANDO A FACULDADE ACABAR; Sorrio lembrando de um carinha divertido, safado e doido por mim, que eu ficava; Me masturbo; Imagino cenas que sei que não acontecerão.
Depois me proponho a dormir. Deito, rezo e me esforço pra conseguir dormir.
Mas a reza de ontem foi estranha, foi maravilhosa. Me senti tocada de verdade, como pouquíssimas vezes na vida. Fazendo um habitual pedido, senti uma força dentro do peito difícil de explicar. Foi quase uma certeza de que iria ser ouvida e atendida. E eu tenho pedido mesmo mais fé. Porque ando lendo um pouco a bíblia, e li várias passagens falando da falta de fé que faz as pessoas não alcançarem seus objetivos. E seja isso uma variante do "segredo" ou não, eu quero ter mais fé.
Reli agora o post e constatei que ele não faz sentido algum. E são 04:16.
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segunda-feira, 28 de outubro de 2013
Novas descobertas
Estou descobrindo, incrivelmente só agora, nessa minha nova fase de solteira o quanto as pessoas exageram/mentem sobre o que sentem ou então o quanto os quereres são volúveis.
O bom é que essa nova descoberta está me deixando mais esperta.
O bom é que essa nova descoberta está me deixando mais esperta.
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segunda-feira, 19 de agosto de 2013
quinta-feira, 30 de maio de 2013
Cadê você?
Realmente, o pior é não saber.
Depois dessa última briga, da minha chateação, que ainda está aqui, o que está tomando conta é a preocupação.
Cadê você tentando amenizar as coisas? Me ligando, procurando, perguntando se eu estou bem, se pode vir aqui?
Eu já vi esse seu jeito, distante, sem tentar mudar nada, e não gostei nada.
Eu tô com medo, sabe. Medo que você chegue aqui e diga que quer terminar. Diga que estamos nos machucando aqui, que é melhor virarmos a página. E até é verdade, e talvez seja melhor mesmo, mas eu não quero. Posso não querer? Não quero! Então não termine comigo, não use desse discurso racional, que eu mesma deveria usar, e terminar com você. Porque pra agora, não dá. Então segura as pontas, minha mão, e vamos seguir, vamos enfrentar, passar por cima mais uma vez.
E eu não te falarei nada disso. Já me treinei pra concordar com você, caso você não queira mais. Mas eu sei do meu coração, sei do quanto ele está apertado, e só Deus está segurando.
E nossos planos? Nossa série, nosso show, nossa viagem.
Pior é que só te verei e saberei o porquê das suas novas atitudes, no sábado. Coração aguenta? Espero que sim. Queria que você me ligasse...
O pior é não saber...
Depois dessa última briga, da minha chateação, que ainda está aqui, o que está tomando conta é a preocupação.
Cadê você tentando amenizar as coisas? Me ligando, procurando, perguntando se eu estou bem, se pode vir aqui?
Eu já vi esse seu jeito, distante, sem tentar mudar nada, e não gostei nada.
Eu tô com medo, sabe. Medo que você chegue aqui e diga que quer terminar. Diga que estamos nos machucando aqui, que é melhor virarmos a página. E até é verdade, e talvez seja melhor mesmo, mas eu não quero. Posso não querer? Não quero! Então não termine comigo, não use desse discurso racional, que eu mesma deveria usar, e terminar com você. Porque pra agora, não dá. Então segura as pontas, minha mão, e vamos seguir, vamos enfrentar, passar por cima mais uma vez.
E eu não te falarei nada disso. Já me treinei pra concordar com você, caso você não queira mais. Mas eu sei do meu coração, sei do quanto ele está apertado, e só Deus está segurando.
E nossos planos? Nossa série, nosso show, nossa viagem.
Pior é que só te verei e saberei o porquê das suas novas atitudes, no sábado. Coração aguenta? Espero que sim. Queria que você me ligasse...
O pior é não saber...
terça-feira, 23 de abril de 2013
Dos erros
E nessa de "eu erro. tu erras. ele erra. nós erramos. e vc aí enchendo o saco de Deus e o mundo como se fizesse parte de um mundo a parte, sem erros, sem desajeitos, sem perdão." (Vitor Quintan), eu fui perdoando, perdoando, perdoando. E talvez nem tenha sido tão ruim devido aos meus sorrisos por aí. Mas é inevitável pensar, por vezes, que não deveria mais estar aqui, que tenho muitos motivos para ir embora, pra pegar outros caminhos.
Precisava escrever pra registrar pra mim mesma que não passarei por cima de mais nada que me machuque intensamente, não mais nessa história - é quase uma promessa.
Precisava escrever pra registrar pra mim mesma que não passarei por cima de mais nada que me machuque intensamente, não mais nessa história - é quase uma promessa.
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quarta-feira, 3 de abril de 2013
não quero terminar com você
O fato é que eu não quero terminar com ele. Tenho vários motivos pra isso, mas não quero. E sabe por quê? Porque o abraço dele me acalma tanto quanto faz meu coração espremer quando estamos brigados; porque é muito bom rir com ele, e quando ele morre de rir de mim; gosto de fazê-lo assistir novela abraçadinho comigo; gosto do jeito dele de querer falar comigo várias vezes ao dia, e ligar só pra dar "oi", e querer compartilhar as coisas mais simples; também gosto do meu querer e sentir à vontade para contar qualquer coisa. Ele me ouve, me aconselha; gosto de assistir séries com ele; de passar as madrugadas no sofá; gosto dele adorar minha família, minha casa, e a questão que ele faz de estar comigo e me levar para todos os cantos da sua vida: família, amigos; gosto do jeito prestativo dele, e quando ele me mima; gosto de saber que ele tem orgulho de ser meu namorado; gosto do modo que ele se arrepia com minhas mordidas, e fecha os olhos ao mínimo toque meu; gosto do seu jeito carinhoso, dos selinhos estalados que damos e e de conseguir sentir que ele gosta de verdade de mim.
É tanto gostar que o querer terminar fica pequenininho. Mas não posso ficar aceitando tudo em prol das coisas que gosto nele, em prol de gostar dele um tantão - mesmo. Ele erra. Todo mundo erra. Mas ele não me passa confiança, tem sempre suas meias verdades na carteira, e isso me aborrece muito. Eu queria acreditar nele, não precisar questionar as coisas que ele diz, mas quando estou quase lá, ele escorrega de novo, e leva pedaços do meu coração. Acho que tem um bocado de ilusão da minha parte nessa história, porque eu teimo em acreditar que ele vai aprender, vai mudar, crescer e parar de ter medo de mim - sou braba, né. Mas já nem adianta ele me prometer que não vai me esconder nada, porque nem com muito esforço eu acredito.
Eu erro também. Errei bastante nos últimos tempos. Também fiz uso de mentiras, e o magoei com outras histórias. Ele não gostou nada, brigou muito comigo, e ainda está brigando, na verdade. Mas já disse que quer passar por cima, quer continuar. E claro que o perdão dele me amolece, me mostra certas coisas, mas eu já o perdoei outras vezes... e o maior problema nem é esse, porque desculpar vai ser muito difícil, não nego, mas como posso voltar a confiar? Ele alega que agora também terá essa dificuldade comigo, mas eu já tenho há tanto tempo. E eu posso responder por mim, e não por ele.
O pior é que já estive aqui, nesse mesmo caminho. Optei por jogar tudo pro alto, e perdi quilos, sorrisos, noites de sono. Eu sei que passa, sempre passa, mas o que eu faço até lá? Eu sou tão feliz com ele, e queria continuar. Mas não é 100% pelo medo, pela ausência de confiança. Eu sei e reconheço que ele mudou muito de um namoro pro outro, mas não foi suficiente, e eu não quero esperar, dando a cara à tapa, ele aprender. É quase como se, se eu aceitasse ficar com ele, aceitasse também que ele vai sempre esconder algo, mesmo que pequeno, para evitar atritos. Só que eu não quero aceitar isso, e não quero ficar sem ele, e não posso acreditar também. E não tem ninguém para decidir minha vida por mim - o que não é legal.
É que eu sinto sinceridade com aqueles olhos lacrimejando, enquanto ele diz que quer ficar comigo, que vale a pena nos darmos mais uma chance, que imagina a vida dele ao meu lado. E fico me perguntando se seria certo virar as costas pra alguém que eu gosto tanto. Uma parte de mim pensa que a vida é curta, e que eu tenho que arriscar, e se não der certo, que lá na frente eu encare minhas escolhas; mas a outra parte, sabe que não dará certo, e quer se preservar, não quer ser mais feita de boba. Uma amiga minha disse que eu me cobro demais, e é verdade.
O pior é que eu sei que quando estivermos frente à frente, eu não vou conseguir terminar, e acabarei voltando aqui pra contar sobre outra desilusão. ://
É tanto gostar que o querer terminar fica pequenininho. Mas não posso ficar aceitando tudo em prol das coisas que gosto nele, em prol de gostar dele um tantão - mesmo. Ele erra. Todo mundo erra. Mas ele não me passa confiança, tem sempre suas meias verdades na carteira, e isso me aborrece muito. Eu queria acreditar nele, não precisar questionar as coisas que ele diz, mas quando estou quase lá, ele escorrega de novo, e leva pedaços do meu coração. Acho que tem um bocado de ilusão da minha parte nessa história, porque eu teimo em acreditar que ele vai aprender, vai mudar, crescer e parar de ter medo de mim - sou braba, né. Mas já nem adianta ele me prometer que não vai me esconder nada, porque nem com muito esforço eu acredito.
Eu erro também. Errei bastante nos últimos tempos. Também fiz uso de mentiras, e o magoei com outras histórias. Ele não gostou nada, brigou muito comigo, e ainda está brigando, na verdade. Mas já disse que quer passar por cima, quer continuar. E claro que o perdão dele me amolece, me mostra certas coisas, mas eu já o perdoei outras vezes... e o maior problema nem é esse, porque desculpar vai ser muito difícil, não nego, mas como posso voltar a confiar? Ele alega que agora também terá essa dificuldade comigo, mas eu já tenho há tanto tempo. E eu posso responder por mim, e não por ele.
O pior é que já estive aqui, nesse mesmo caminho. Optei por jogar tudo pro alto, e perdi quilos, sorrisos, noites de sono. Eu sei que passa, sempre passa, mas o que eu faço até lá? Eu sou tão feliz com ele, e queria continuar. Mas não é 100% pelo medo, pela ausência de confiança. Eu sei e reconheço que ele mudou muito de um namoro pro outro, mas não foi suficiente, e eu não quero esperar, dando a cara à tapa, ele aprender. É quase como se, se eu aceitasse ficar com ele, aceitasse também que ele vai sempre esconder algo, mesmo que pequeno, para evitar atritos. Só que eu não quero aceitar isso, e não quero ficar sem ele, e não posso acreditar também. E não tem ninguém para decidir minha vida por mim - o que não é legal.
É que eu sinto sinceridade com aqueles olhos lacrimejando, enquanto ele diz que quer ficar comigo, que vale a pena nos darmos mais uma chance, que imagina a vida dele ao meu lado. E fico me perguntando se seria certo virar as costas pra alguém que eu gosto tanto. Uma parte de mim pensa que a vida é curta, e que eu tenho que arriscar, e se não der certo, que lá na frente eu encare minhas escolhas; mas a outra parte, sabe que não dará certo, e quer se preservar, não quer ser mais feita de boba. Uma amiga minha disse que eu me cobro demais, e é verdade.
O pior é que eu sei que quando estivermos frente à frente, eu não vou conseguir terminar, e acabarei voltando aqui pra contar sobre outra desilusão. ://
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quinta-feira, 28 de março de 2013
me dói
Já não consigo lembrar se um dia fui tão boba assim; se já mascarei uma
quase certeza com medo que se tornasse certeza. Quero a verdade, sei
disso, mas tenho quase pânico dela, falta de ar. Invento outras alternativas,
enquanto o coração dói na espera da revelação. Revelação que pode nem ser sincera.
E esse não-saber me machuca tanto quanto o pavor de sabê-lo.
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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Cadê o caminho?
Aquele momento que não sei o que fazer. E que nem quero desabafar com alguém, pedir conselhos.. fazer com que ouçam mais reclamações do mesmo. Porque as situações mudam, mas os erros não.
Vou culpar quem? Ele? A mim mesma? Talvez os dois. Porque, no fundo, eu sempre acredito, mesmo quando digo que não. E, embora traga aprendizado e aquela sensação de tentativa blabla, eu detesto me arrepender. Não gosto de saber que era pra ter parado enquanto dava.
Agora eu já não sei se dá pra parar, se tenho que continuar.. já que estou aqui mesmo. Só que eu posso me machucar muito mais. E ficar dando a cara à tapa não está fácil.
Vou culpar quem? Ele? A mim mesma? Talvez os dois. Porque, no fundo, eu sempre acredito, mesmo quando digo que não. E, embora traga aprendizado e aquela sensação de tentativa blabla, eu detesto me arrepender. Não gosto de saber que era pra ter parado enquanto dava.
Agora eu já não sei se dá pra parar, se tenho que continuar.. já que estou aqui mesmo. Só que eu posso me machucar muito mais. E ficar dando a cara à tapa não está fácil.
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domingo, 20 de janeiro de 2013
domingo, 30 de dezembro de 2012
Tudo para o ar!
Achei que precisava respirar. Enlouqueci com cobrança de dois lados. Talvez estivesse na hora de ficar sozinha um pouco, estar comigo mesma. Conservei os fios, mas sobrou-me o medo.
Não estou feliz.
Não estou feliz.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Mesmo quando existe um outro alguém
mesmo quando isso não convém ♪
Meu coração contradiz o que penso/pensava de mim, e eu fico perdida.
Verdade é que nunca fui boa em tomar decisões, ainda mais quando envolve pessoas, quando envolve saber o que eu sinto. Como faz pra saber?
O ex errou muito e isso ainda me machuca, mas eu gosto dele. E ainda está aqui, tentando uma chance de voltar, pedindo sempre desculpa, demonstrando que sou importante pra ele. Acabo não conseguindo me desligar, não querendo. E vamos assim, nos falando, nos vendo, aumentando o gostar, confundindo o coração.
E da mesma forma sigo assim, com o talvez-peguete, que virou um belo de um companheiro. Alguém que sinto mais confiança e consigo imaginar um futuro bonito, mais seguro. Sinto falta, gosto de estar perto, quero só pra mim.
O ex sabe que saí com ele, e aceitou, mesmo morrendo de ciúme. Isso me fez ver que o que ele sente por mim é grande. Mas ele é muito possessivo. Está mais agora. Liga 21 vezes, me pede mil explicações, mesmo que estejamos solteiros. Reclama quando saio e não o chamo.
O Baby é mais paciente, sabe de tudo, e diz que vai me esperar. Mas é justo?
Eu não quero magoar ninguém, nem o ex que já me magoou tanto.
Só que não consigo me decidir, e não quero tomar uma decisão por tomar.
Já pedi sinal, já joguei tarot online e nada. Parece que cada vez fica mais difícil.
Meu coração contradiz o que penso/pensava de mim, e eu fico perdida.
Verdade é que nunca fui boa em tomar decisões, ainda mais quando envolve pessoas, quando envolve saber o que eu sinto. Como faz pra saber?
O ex errou muito e isso ainda me machuca, mas eu gosto dele. E ainda está aqui, tentando uma chance de voltar, pedindo sempre desculpa, demonstrando que sou importante pra ele. Acabo não conseguindo me desligar, não querendo. E vamos assim, nos falando, nos vendo, aumentando o gostar, confundindo o coração.
E da mesma forma sigo assim, com o talvez-peguete, que virou um belo de um companheiro. Alguém que sinto mais confiança e consigo imaginar um futuro bonito, mais seguro. Sinto falta, gosto de estar perto, quero só pra mim.
O ex sabe que saí com ele, e aceitou, mesmo morrendo de ciúme. Isso me fez ver que o que ele sente por mim é grande. Mas ele é muito possessivo. Está mais agora. Liga 21 vezes, me pede mil explicações, mesmo que estejamos solteiros. Reclama quando saio e não o chamo.
O Baby é mais paciente, sabe de tudo, e diz que vai me esperar. Mas é justo?
Eu não quero magoar ninguém, nem o ex que já me magoou tanto.
Só que não consigo me decidir, e não quero tomar uma decisão por tomar.
Já pedi sinal, já joguei tarot online e nada. Parece que cada vez fica mais difícil.
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Eu
As pessoas acham que eu sou simples, que sou orgulho e ponto; só que há muito mais.
O ex falou que eu sou durona, as amigas pensam o mesmo. Eu, muitas vezes pensei que sim, e até me orgulhei disso.
Mas de repente, notei que é justamente o contrário... pareço durona porque sou mais sensível que a maioria das pessoas; O que para alguns seria fácil de perdoar, pra mim não é, mas é porque dói mais em mim, me feri com mais força, me marca mais intensamente.
Não sei o que fazer com a dor, com as lágrimas, o desespero interno.
No fundo sou só uma menina assustada.
E até eu sei tão pouco de mim.
O ex falou que eu sou durona, as amigas pensam o mesmo. Eu, muitas vezes pensei que sim, e até me orgulhei disso.
Mas de repente, notei que é justamente o contrário... pareço durona porque sou mais sensível que a maioria das pessoas; O que para alguns seria fácil de perdoar, pra mim não é, mas é porque dói mais em mim, me feri com mais força, me marca mais intensamente.
Não sei o que fazer com a dor, com as lágrimas, o desespero interno.
No fundo sou só uma menina assustada.
E até eu sei tão pouco de mim.
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Só sei que não sei
Penso no ex, no possível novo peguete, mala vazia, saudade do ex, que era atual, durante a viagem. Volto para o livro.
Penso no ex, se estou mais tranquila porque talvez decida reatar, lembro do mal que ele me fez, quarto todo bagunçado, "se voltasse com ele, teria que arrumar". Volto para o livro.
Penso que seria idiota se voltasse, me pergunto porquê tão rapidamente ele ficou com outra.. logo quando viu que eu poderia aceitá-lo de volta, tento justificar lembrando que também fiquei com outro, me recordo que foi diferente. Volto para o livro.
Penso nos conselhos, em uma amiga dizendo que estou agindo errado, que o que tenho pelo ex não é fácil de achar, lembro dela perguntando se estou preparada para vê-lo com outra. NÃO. Volto para o livro.
Penso no quanto o talvez-peguete parece ser legal, mais esforçado para com o futuro que o ex, acho que ele pode estar afim de mim mesmo. Faço planos para o churrasco do final de semana. Reflito que, talvez, consigamos realmente separar sentimentos. Vai ver que ele ter ficado com outra nem tenha sido grandes coisas assim. Mas ele não pensou nos meus sentimentos, droga! Eu tinha saído com ele um dia antes! Volto para o livro. O livro está bom.
Penso no quanto o ex ficaria enciumado e louco até, se soubesse que fiquei com mais outro alguém. Fico feliz ao pensar nisso. Sou imatura. Faço planos de ficar com os dois, e depois escolher o ex, e contar tudo a ele, para que ele tenha que passar por cima disso para me ter de volta. Sou muito imatura mesmo! Volto para o livro.
Penso que pode ser orgulho bobo não perdoá-lo, que posso deixar de tentar ser feliz por bobeira. Mas não, volto a achar que seria idiota se perdoasse. Lembro de outra amiga, uma que disse que fraca eu seria se continuasse assim, sofrendo, ao invés de dar uma nova chance. Tento me convencer nas palavras dos outros. Todos me falaram que desculpariam, no meu lugar. Às vezes parece que ninguém entende que eu já estava passando por cima das mentiras dele, que isso já era muito, que ele sabia que eu quase estava dando uma nova chance, e ainda sim, ficou com outra. Ninguém vê que isso é grave? Volto para o livro.
Penso nele falando que desde que ficou solteiro apareceram várias mulheres que ele poderia ter ficado. O estômago aperta de ciúme. Lembro que ele, pelo menos, me contou dessa que ficou, provando que não quer mais mentiras entre a gente. Por quê ele ficou com outra? A amiga dizendo que sou chata com essa pergunta. Eu admitindo que estou empacada nessa parte. Por quê ele ficou com outra? Talvez ficar com o outro tal carinha seja legal. Volto para o livro.
Vou dormir. Pensar nunca resolveu muita coisa mesmo.
Penso no ex, se estou mais tranquila porque talvez decida reatar, lembro do mal que ele me fez, quarto todo bagunçado, "se voltasse com ele, teria que arrumar". Volto para o livro.
Penso que seria idiota se voltasse, me pergunto porquê tão rapidamente ele ficou com outra.. logo quando viu que eu poderia aceitá-lo de volta, tento justificar lembrando que também fiquei com outro, me recordo que foi diferente. Volto para o livro.
Penso nos conselhos, em uma amiga dizendo que estou agindo errado, que o que tenho pelo ex não é fácil de achar, lembro dela perguntando se estou preparada para vê-lo com outra. NÃO. Volto para o livro.
Penso no quanto o talvez-peguete parece ser legal, mais esforçado para com o futuro que o ex, acho que ele pode estar afim de mim mesmo. Faço planos para o churrasco do final de semana. Reflito que, talvez, consigamos realmente separar sentimentos. Vai ver que ele ter ficado com outra nem tenha sido grandes coisas assim. Mas ele não pensou nos meus sentimentos, droga! Eu tinha saído com ele um dia antes! Volto para o livro. O livro está bom.
Penso no quanto o ex ficaria enciumado e louco até, se soubesse que fiquei com mais outro alguém. Fico feliz ao pensar nisso. Sou imatura. Faço planos de ficar com os dois, e depois escolher o ex, e contar tudo a ele, para que ele tenha que passar por cima disso para me ter de volta. Sou muito imatura mesmo! Volto para o livro.
Penso que pode ser orgulho bobo não perdoá-lo, que posso deixar de tentar ser feliz por bobeira. Mas não, volto a achar que seria idiota se perdoasse. Lembro de outra amiga, uma que disse que fraca eu seria se continuasse assim, sofrendo, ao invés de dar uma nova chance. Tento me convencer nas palavras dos outros. Todos me falaram que desculpariam, no meu lugar. Às vezes parece que ninguém entende que eu já estava passando por cima das mentiras dele, que isso já era muito, que ele sabia que eu quase estava dando uma nova chance, e ainda sim, ficou com outra. Ninguém vê que isso é grave? Volto para o livro.
Penso nele falando que desde que ficou solteiro apareceram várias mulheres que ele poderia ter ficado. O estômago aperta de ciúme. Lembro que ele, pelo menos, me contou dessa que ficou, provando que não quer mais mentiras entre a gente. Por quê ele ficou com outra? A amiga dizendo que sou chata com essa pergunta. Eu admitindo que estou empacada nessa parte. Por quê ele ficou com outra? Talvez ficar com o outro tal carinha seja legal. Volto para o livro.
Vou dormir. Pensar nunca resolveu muita coisa mesmo.
"... que faço distraindo a vida, vou traindo minha sina, distraindo decisão ♪
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Não é fácil
É difícil dar "adeus" a um amor.
Fácil é dizer que o outro é fraco, que aceita tudo, que não se decide, que gosta de se prender no que não dá certo; mas quando são nossas noites chorando, nossa falta de fome, nossa dor no coração, nosso desânimo, a coisa é outra.
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
meias verdades
E mais uma vez você mentiu pra mim. E mais uma vez disse que foi por medo, de brigarmos, de me perder.
Olha, eu conheço bem o meu gênio, sei que às vezes implico demais, exagero, perco a cabeça, mas desde a sua primeira mentira que disse que isso, eu não tolero - embora tenha tolerado. Sempre vale mais brigar do que mentir.
E você diz que eu estou certa, diz que entende, que vai mudar.. e nada. E tudo tão... bobeira. Coisa para briguinha sem importância, que acaba virando um caso grande.
E eu vou cansando... só que gosto de você, gosto mesmo. E sinto que você gosta mesmo de mim; hoje em dia não duvido disso. Mas quero um namoro baseado em confiança, não quero enlouquecer, como sempre.
Foi difícil conviver com a madrugada com gosto de término; doeu, e acordou doendo também.
O dia se arrastou hoje. Me afastei de todos. Só soube conversar sobre você. Não me fazia bem agir como se estivesse feliz, sabe.
Confesso que sua ligação me fez bem, apesar de tudo. Porque você sempre me disse que não faz o tipo que liga depois de um rompimento, e eu fiquei sem saber o que esperar. Uma coisa eu sabia e sei: não vou procurar!
É que eu tenho medo de você nunca mudar, de continuar mentindo/omitindo as coisas pra mim. Só que, no fundo, há aquela esperança de coração apaixonado, que diz que você vai aprender com o tempo, vai ser homem para assumir as coisas que faz, para me falar o que for, mesmo sabendo que não irei gostar.
Sabe o que também dói muito? Saber que eu sempre fui honesta com você. Sempre contei tudo, mesmo já preparada para ouvir suas reclamações. Acho, mesmo assim, tão mais fácil ser sincero.
E agora é isso que fica na minha cabeça: Você vai mudar ou não?
Só que eu não tenho como ter certeza de nada... é só apostar.. só que já apostei e não deu certo algumas vezes. Tenho receito. E ao mesmo tempo, sei que será difícil optar por não voltar. E eu me perguntarei se não teria valido a pena dar outra chance. Mas chance pra quem? Pra mim? Pra você? Pra nós? Com o quê eu estou me importando, afinal?
Eu não gosto fácil, não me apaixono o tempo todo. E também isso me amedronta em te perder de vez. Porque gostei de ti, e não sei quando gostarei de alguém de novo.
Olha, eu conheço bem o meu gênio, sei que às vezes implico demais, exagero, perco a cabeça, mas desde a sua primeira mentira que disse que isso, eu não tolero - embora tenha tolerado. Sempre vale mais brigar do que mentir.
E você diz que eu estou certa, diz que entende, que vai mudar.. e nada. E tudo tão... bobeira. Coisa para briguinha sem importância, que acaba virando um caso grande.
E eu vou cansando... só que gosto de você, gosto mesmo. E sinto que você gosta mesmo de mim; hoje em dia não duvido disso. Mas quero um namoro baseado em confiança, não quero enlouquecer, como sempre.
Foi difícil conviver com a madrugada com gosto de término; doeu, e acordou doendo também.
O dia se arrastou hoje. Me afastei de todos. Só soube conversar sobre você. Não me fazia bem agir como se estivesse feliz, sabe.
Confesso que sua ligação me fez bem, apesar de tudo. Porque você sempre me disse que não faz o tipo que liga depois de um rompimento, e eu fiquei sem saber o que esperar. Uma coisa eu sabia e sei: não vou procurar!
É que eu tenho medo de você nunca mudar, de continuar mentindo/omitindo as coisas pra mim. Só que, no fundo, há aquela esperança de coração apaixonado, que diz que você vai aprender com o tempo, vai ser homem para assumir as coisas que faz, para me falar o que for, mesmo sabendo que não irei gostar.
Sabe o que também dói muito? Saber que eu sempre fui honesta com você. Sempre contei tudo, mesmo já preparada para ouvir suas reclamações. Acho, mesmo assim, tão mais fácil ser sincero.
E agora é isso que fica na minha cabeça: Você vai mudar ou não?
Só que eu não tenho como ter certeza de nada... é só apostar.. só que já apostei e não deu certo algumas vezes. Tenho receito. E ao mesmo tempo, sei que será difícil optar por não voltar. E eu me perguntarei se não teria valido a pena dar outra chance. Mas chance pra quem? Pra mim? Pra você? Pra nós? Com o quê eu estou me importando, afinal?
Eu não gosto fácil, não me apaixono o tempo todo. E também isso me amedronta em te perder de vez. Porque gostei de ti, e não sei quando gostarei de alguém de novo.
'Tenho andado distraído, impaciente e indeciso ♪
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